Foi uma tarde de muita alegria e descontração!
As crianças e profissionais da Escola Municipal Monteiro Lobato, caíram na folia.
Muita diversão neste carvanal para todos(as)!
E os painéis não deixaram por menos, com dicas para um feliz carnaval!
Abços, Cida Barony
domingo, 19 de fevereiro de 2012
domingo, 18 de dezembro de 2011
O Desaparecimento de Agaha - Hercília de Araújo
Este ano consegui realizar um sonho: publicar atividades inéditas e que realmente tivessem sido trabalhadas em sala de aula através de uma hístória.
Há dois anos atrás, Pitucha - Maria de Lourdes Fioravante, apresentou-me uma história escrita por sua mãe: Hercília de Araújo. Pediu que eu lesse a história, pois o sonho de sua mãe era publicá-la.
Levei aquele caderninho para casa, ainda com as letras grafadas por Dona Hercília, o que já me causou emoção. Então, cheguei em casa e li a história: encantei.
Como alguém em 1974, poderia ter escrito algo tão atual?
Realmente, os seres encantados estavam desaparecendo... Sempre li para minha filha Luana (16 anos), quando esta era pequena e o faço todas as noites para Haroldo (6 anos). Chamei Haroldo e li para ele. A história é fantástica.
Marquei um encontro com Pitucha no final de semana seguinte e elaboramos um Projeto cujo produto final seria o lançamento do livro e um teatro.
Assim, foram feitos vários encontros em fins de semana na casa de Pitucha e nas terças-feiras, com sua ajuda, aplicávamos na sala de aula.
Isto aconteceu em 2010, foi muito bom, mas apesar de termos trabalhado as atividades e ensaiado, não conseguimos apresentá-lo.
Em 2011, Pitucha me procurou para continuarmos o Projeto, eu não estava mais com os mesmos alunos, mas mesmos assim planejamos de forma que os meus ex-alunos pudessem dar continuidade e os novos podessem conhecer a história.
O tempo foi passando, mais finais de semana planejando e as terças-feiras e algumas sextas foram necessárias para que o trabalho não se perdesse.
Em 10 de julho conseguimos apresentar o teatro para a Escola, alguns convidados que aceitaram o nosso convite, familiares de Pitucha e o livro. O livro, foi um xerox, o que até então eu havia conseguido.
Ficamos na promessa aos alunos que faríamos nova apresentação e lançaríamos o livro.
Como não cumprir uma promessa feita para crianças? Ainda mais crianças, ativas, críticas, exigentes, como são? Pois bem, iniciei uma busca para que pudesse realizar este sonho. Comecei reorganizando, junto com Pitucha e com a ajuda de Bonifácio, formatamos o livro e apresentei-o para uma gráfica, que demonstrou competência para fazê-lo.
No dia 13 de dezembro 2011, 8 horas, no Automóvel Clube de Nova Era, estávamos lançando o livro e apresentando o Teatro: O Desaparecimento de Agaha, para alunos, professores da Escola Municipal Desembargador Drumond, alunos da APAE - NOVA ERA, familiares de Dona Hercília e outros convidados.
A participação dos alunos foi fantástica, o crescimento deles até este dia (quando ainda alguns puderam demonstrar o seu desenvolvimento pessoal) é indescritível. Os pais super emocionados... e eu tive de me conter, para conseguir manter como o Gigante Eterno, a ordem da minha emoção e do que sentia naquele momento.
A renda do livro (R$10,00) cada, será destinada a APAE Nova Era.
Ao final do livro, estão as atividades que foram trabalhadas em sala de aula, como sugestao para professores que queiram trabalhar didaticamente esta história.
Posso dizer com toda certeza, que este trabalho trouxe não só o desenvolvimento dos alunos nas áreas de leitura e da escrita, mas também despertou os sentimentos de solidariedade, amizade e carinho de um para com outro, durante as atividades e nos ensaios quando um ajudava o outro lembrando pedacinhos da fala ou empresetando roupa. Hoje todos eles sabem a história de cor.
Parabéns a todos estes alunos que também me ensinaram muito no decorrer do trabalho e agradeço muito a Pitucha, por me escolher para desenvolver a obra prima de sua mãe.
Há dois anos atrás, Pitucha - Maria de Lourdes Fioravante, apresentou-me uma história escrita por sua mãe: Hercília de Araújo. Pediu que eu lesse a história, pois o sonho de sua mãe era publicá-la.
Levei aquele caderninho para casa, ainda com as letras grafadas por Dona Hercília, o que já me causou emoção. Então, cheguei em casa e li a história: encantei.
Como alguém em 1974, poderia ter escrito algo tão atual?
Realmente, os seres encantados estavam desaparecendo... Sempre li para minha filha Luana (16 anos), quando esta era pequena e o faço todas as noites para Haroldo (6 anos). Chamei Haroldo e li para ele. A história é fantástica.
Marquei um encontro com Pitucha no final de semana seguinte e elaboramos um Projeto cujo produto final seria o lançamento do livro e um teatro.
Assim, foram feitos vários encontros em fins de semana na casa de Pitucha e nas terças-feiras, com sua ajuda, aplicávamos na sala de aula.
Isto aconteceu em 2010, foi muito bom, mas apesar de termos trabalhado as atividades e ensaiado, não conseguimos apresentá-lo.
Em 2011, Pitucha me procurou para continuarmos o Projeto, eu não estava mais com os mesmos alunos, mas mesmos assim planejamos de forma que os meus ex-alunos pudessem dar continuidade e os novos podessem conhecer a história.
O tempo foi passando, mais finais de semana planejando e as terças-feiras e algumas sextas foram necessárias para que o trabalho não se perdesse.
Em 10 de julho conseguimos apresentar o teatro para a Escola, alguns convidados que aceitaram o nosso convite, familiares de Pitucha e o livro. O livro, foi um xerox, o que até então eu havia conseguido.
Ficamos na promessa aos alunos que faríamos nova apresentação e lançaríamos o livro.
Como não cumprir uma promessa feita para crianças? Ainda mais crianças, ativas, críticas, exigentes, como são? Pois bem, iniciei uma busca para que pudesse realizar este sonho. Comecei reorganizando, junto com Pitucha e com a ajuda de Bonifácio, formatamos o livro e apresentei-o para uma gráfica, que demonstrou competência para fazê-lo.
No dia 13 de dezembro 2011, 8 horas, no Automóvel Clube de Nova Era, estávamos lançando o livro e apresentando o Teatro: O Desaparecimento de Agaha, para alunos, professores da Escola Municipal Desembargador Drumond, alunos da APAE - NOVA ERA, familiares de Dona Hercília e outros convidados.
A participação dos alunos foi fantástica, o crescimento deles até este dia (quando ainda alguns puderam demonstrar o seu desenvolvimento pessoal) é indescritível. Os pais super emocionados... e eu tive de me conter, para conseguir manter como o Gigante Eterno, a ordem da minha emoção e do que sentia naquele momento.
A renda do livro (R$10,00) cada, será destinada a APAE Nova Era.
Ao final do livro, estão as atividades que foram trabalhadas em sala de aula, como sugestao para professores que queiram trabalhar didaticamente esta história.
Posso dizer com toda certeza, que este trabalho trouxe não só o desenvolvimento dos alunos nas áreas de leitura e da escrita, mas também despertou os sentimentos de solidariedade, amizade e carinho de um para com outro, durante as atividades e nos ensaios quando um ajudava o outro lembrando pedacinhos da fala ou empresetando roupa. Hoje todos eles sabem a história de cor.
Parabéns a todos estes alunos que também me ensinaram muito no decorrer do trabalho e agradeço muito a Pitucha, por me escolher para desenvolver a obra prima de sua mãe.
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segunda-feira, 27 de junho de 2011
CRITÉRIOS PARA PISO SALARIAL PROFESSOR
O MEC (Ministério da Educação) anunciou nesta quinta-feira (24) o valor reajustado do piso salarial nacional do magistério: R$ 1.187,08 e os novos critérios para que Estados e municípios possam cumprir com a determinação.
Segundo a pasta, as regras para pedir complementação de verba para o piso foram atenuadas e cerca de R$ 1 bilhão está reservado para esse fim. Confira as normas:
- Aplicar 25% de suas receitas na manutenção e desenvolvimento do ensino;
- preencher o Siope (Sistema de Informações sobre Orçamento Público na Educação);
- cumprir o regime de gestão plena dos recursos vinculados para manutenção e desenvolvimento do ensino;
- dispor de plano de carreira para o magistério com lei específica;
- demonstração cabal do impacto da lei do piso nos recursos do Estado ou Município;
Apesar de a Confederação Nacional dos Municípios ter pedido que o reajuste fosse feito somente em abril, o ministério afirma que seguiu a definição do custo-aluno pela lei do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação), do início deste ano.
O novo valor do piso é resultado do reajuste de 15,85% sobre o valor anterior, que era de 1.024,67. O piso, que é a remuneração mínima para o docente de nível médio e jornada de 40 horas semanais, é assegurado pela Constituição Federal e deve ser praticado em todo o território nacional, por todas as redes educacionais públicas, municipais ou estaduais e privadas.
Segundo a pasta, as regras para pedir complementação de verba para o piso foram atenuadas e cerca de R$ 1 bilhão está reservado para esse fim. Confira as normas:
- Aplicar 25% de suas receitas na manutenção e desenvolvimento do ensino;
- preencher o Siope (Sistema de Informações sobre Orçamento Público na Educação);
- cumprir o regime de gestão plena dos recursos vinculados para manutenção e desenvolvimento do ensino;
- dispor de plano de carreira para o magistério com lei específica;
- demonstração cabal do impacto da lei do piso nos recursos do Estado ou Município;
Apesar de a Confederação Nacional dos Municípios ter pedido que o reajuste fosse feito somente em abril, o ministério afirma que seguiu a definição do custo-aluno pela lei do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação), do início deste ano.
O novo valor do piso é resultado do reajuste de 15,85% sobre o valor anterior, que era de 1.024,67. O piso, que é a remuneração mínima para o docente de nível médio e jornada de 40 horas semanais, é assegurado pela Constituição Federal e deve ser praticado em todo o território nacional, por todas as redes educacionais públicas, municipais ou estaduais e privadas.
domingo, 22 de maio de 2011
Provinha Brasil
HISTÓRICO
Em abril de 2008, foi aplicada a 1ª edição desta avaliação. Cerca de 3.133 municípios e 22 Unidades Federativas receberam do MEC/FNDE o material impresso e as demais secretarias de educação puderam fazer o download do material na página do INEP.
A partir do 2º semestre de 2008, além da disponibilização do material na Internet, todas as secretarias de educação do País passaram a receber o material impresso.
A cada edição busca-se a melhoria do instrumento tanto para fins diagnósticos como para avaliação da aprendizagem.
OBJETIVOS:
1. Avaliar o nível de alfabetização dos alunos/turma nos anos iniciais do ensino fundamental;
2. Diagnosticar possíveis insuficiências das habilidades de leitura e escrita.Desses objetivos possibilitam, entre outras ações:
estabelecimento de metas pedagógicas para a rede de ensino;
planejamento de cursos de formação continuada para os professores;
investimento em medidas que garantam melhor aprendizado;
desenvolvimento de ações imediatas para a correção de possíveis distorções verificadas;
melhoria da qualidade e redução da desigualdade de ensino.
PARTICIPAÇÃO:
A Provinha Brasil deve ser aplicada a todos alunos matriculados no 2º ano de escolarização
CARACTERÍSTICAS:
Como é a prova?
Até 2010 cada teste da Provinha Brasil era composto por 24 questões de múltipla escolha, com quatro opções de resposta cada uma. A partir de 2011 os testes serão compostos de 20 questões.
Algumas dessas questões são lidas pelo aplicador da prova – na íntegra ou em parte - e outras são lidas apenas pelos alunos.
Quando ocorre a prova?
A Provinha Brasil é realizada em dois momentos durante o ano letivo: ao início do 2º ano de escolarização e ao final desse mesmo ano letivo. Sugere-se que o Teste 1 seja aplicado, preferencialmente, até o mês de abril, e o Teste 2, até o final de novembro.
O QUE É AVALIADO?
As habilidades avaliadas por meio da Provinha Brasil estão organizadas na Matriz de Referência para Avaliação da Alfabetização e do Letramento Inicial.
Foram selecionadas as habilidades consideradas essenciais para a alfabetização e letramento para a elaboração da Matriz de Referência.
QUEM APLICA?
Dependendo do foco que o gestor atribua à avaliação, o teste poderá ser aplicado:
pelo próprio professor da turma, com o objetivo de monitorar e avaliar a aprendizagem de cada aluno ou turma;
por outras pessoas indicadas e preparadas pela secretaria de educação, com a proposta de obter uma visão geral de cada unidade escolar, das diretorias ou de toda a rede de ensino sob a administração da secretaria
QUEM CORRIGE?
Os resultados poderão ser corrigidos pelo próprio professor da turma ou pelo aplicador do teste. Assim, o professor poderá saber o nível de desempenho de sua turma de modo imediato. Da mesma forma, os resultados de cada turma poderão ser coletados e agregados, a fim de se ter um panorama da escola ou de toda a rede municipal ou estadual.
MATRIZ DE REFERÊNCIA
D1. Reconhecer letras
D2. Reconhecer sílabas
D3. Estabelecer relação entre unidades sonoras e suas representações
D4. Ler palavras
D5. Ler frases
D6. Localizar informação explícita em textos
D7. Reconhecer assunto de um texto
D8. Identificar a finalidade do texto
D9. Estabelecer relação entre partes do texto
D10. Inferir informação
NÍVEL 1 ATÉ 4 ACERTOS
Identifica o valor sonoro das partes iniciais e/ou finais de palavras; identifica relação entre grafema e fonema (letra/som) com correspondência sonora única ou com mais de uma correspondência sonora; reconhece algumas letras do alfabeto e inicia a distinção das letras de desenhos e outros sinais gráficos; lê palavras formadas por sílabas simples (cv).
NÍVEL 2 DE 6 A 9 ACERTOS
Lê algumas palavras compostas por sílabas formadas por cvc ou por ccv; reconhece letras escritas de diferentes formas; identifica número de sílabas de uma palavra formada por sílabas simples e com letras com um único som.
NIVEL 3 DE 10 A 15 ACERTOS
Lê palavras mais complexas, constituídas por letras que representam mais de um som e por sílabas formadas por dígrafos, encontros consonantais ou encontros vocálicos; lê frases curtas; localiza informações explícitas por meio da leitura silenciosa em uma frase ou em textos de aproximadamente cinco linhas; reconhece o assunto do texto com base na leitura de informações evidentes no título; identifica finalidade de gêneros (convite, anúncio publicitário), apoiando-se ou não em suas características gráficas como imagens.
NÍVEL 4 DE 16 A 18 ACERTOS
Localiza informações explícitas e evidentes a partir da leitura de textos como bilhetes e convites, sem apoio das características gráficas; infere informações em textos curtos; identifica finalidade de textos de gêneros diversos, como bilhetes, sumário, convite, cartazes; reconhece o assunto de um texto sem apoio de características gráficas do suporte; localiza informação explícita, em menor evidência, em textos informativos ou narrativos mais longos.
NÍVEL 5 DE 19 A 20 ACERTOS
Demonstram compreender textos informativos e narrativos de vocabulário complexo, estabelecendo relações entre as partes que o compõem, inferindo o assunto principal e localizando informações que não são evidentes.
Devem continuar progredindo em sua aprendizagem, visto que o teste não contempla todas as habilidades relacionadas ao processo de alfabetização.
PROFESSORA,
A Provinha Brasil é um instrumento avaliativo que, somado aos já utilizados em sala de aula, permite uma compreensão mais ampla do processo de alfabetização. Espera-se com ele o aperfeiçoamento e a reorganização das práticas pedagógicas de alfabetização e letramento, contribuindo para o desenvolvimento e aprendizado das crianças.
Professor(a), você é peça chave para o sucesso da Provinha Brasil. Contamos com a sua participação!
MATERIAIS DE APOIO: http://provinhabrasil.inep.gov.br
PRALER, PRÓ-LETRAMENTO, PROFA
ORGANIZAÇÃO: cidabarony@gmail.com
Possuo este material no powerpoint
Em abril de 2008, foi aplicada a 1ª edição desta avaliação. Cerca de 3.133 municípios e 22 Unidades Federativas receberam do MEC/FNDE o material impresso e as demais secretarias de educação puderam fazer o download do material na página do INEP.
A partir do 2º semestre de 2008, além da disponibilização do material na Internet, todas as secretarias de educação do País passaram a receber o material impresso.
A cada edição busca-se a melhoria do instrumento tanto para fins diagnósticos como para avaliação da aprendizagem.
OBJETIVOS:
1. Avaliar o nível de alfabetização dos alunos/turma nos anos iniciais do ensino fundamental;
2. Diagnosticar possíveis insuficiências das habilidades de leitura e escrita.Desses objetivos possibilitam, entre outras ações:
estabelecimento de metas pedagógicas para a rede de ensino;
planejamento de cursos de formação continuada para os professores;
investimento em medidas que garantam melhor aprendizado;
desenvolvimento de ações imediatas para a correção de possíveis distorções verificadas;
melhoria da qualidade e redução da desigualdade de ensino.
PARTICIPAÇÃO:
A Provinha Brasil deve ser aplicada a todos alunos matriculados no 2º ano de escolarização
CARACTERÍSTICAS:
Como é a prova?
Até 2010 cada teste da Provinha Brasil era composto por 24 questões de múltipla escolha, com quatro opções de resposta cada uma. A partir de 2011 os testes serão compostos de 20 questões.
Algumas dessas questões são lidas pelo aplicador da prova – na íntegra ou em parte - e outras são lidas apenas pelos alunos.
Quando ocorre a prova?
A Provinha Brasil é realizada em dois momentos durante o ano letivo: ao início do 2º ano de escolarização e ao final desse mesmo ano letivo. Sugere-se que o Teste 1 seja aplicado, preferencialmente, até o mês de abril, e o Teste 2, até o final de novembro.
O QUE É AVALIADO?
As habilidades avaliadas por meio da Provinha Brasil estão organizadas na Matriz de Referência para Avaliação da Alfabetização e do Letramento Inicial.
Foram selecionadas as habilidades consideradas essenciais para a alfabetização e letramento para a elaboração da Matriz de Referência.
QUEM APLICA?
Dependendo do foco que o gestor atribua à avaliação, o teste poderá ser aplicado:
pelo próprio professor da turma, com o objetivo de monitorar e avaliar a aprendizagem de cada aluno ou turma;
por outras pessoas indicadas e preparadas pela secretaria de educação, com a proposta de obter uma visão geral de cada unidade escolar, das diretorias ou de toda a rede de ensino sob a administração da secretaria
QUEM CORRIGE?
Os resultados poderão ser corrigidos pelo próprio professor da turma ou pelo aplicador do teste. Assim, o professor poderá saber o nível de desempenho de sua turma de modo imediato. Da mesma forma, os resultados de cada turma poderão ser coletados e agregados, a fim de se ter um panorama da escola ou de toda a rede municipal ou estadual.
MATRIZ DE REFERÊNCIA
D1. Reconhecer letras
D2. Reconhecer sílabas
D3. Estabelecer relação entre unidades sonoras e suas representações
D4. Ler palavras
D5. Ler frases
D6. Localizar informação explícita em textos
D7. Reconhecer assunto de um texto
D8. Identificar a finalidade do texto
D9. Estabelecer relação entre partes do texto
D10. Inferir informação
NÍVEL 1 ATÉ 4 ACERTOS
Identifica o valor sonoro das partes iniciais e/ou finais de palavras; identifica relação entre grafema e fonema (letra/som) com correspondência sonora única ou com mais de uma correspondência sonora; reconhece algumas letras do alfabeto e inicia a distinção das letras de desenhos e outros sinais gráficos; lê palavras formadas por sílabas simples (cv).
NÍVEL 2 DE 6 A 9 ACERTOS
Lê algumas palavras compostas por sílabas formadas por cvc ou por ccv; reconhece letras escritas de diferentes formas; identifica número de sílabas de uma palavra formada por sílabas simples e com letras com um único som.
NIVEL 3 DE 10 A 15 ACERTOS
Lê palavras mais complexas, constituídas por letras que representam mais de um som e por sílabas formadas por dígrafos, encontros consonantais ou encontros vocálicos; lê frases curtas; localiza informações explícitas por meio da leitura silenciosa em uma frase ou em textos de aproximadamente cinco linhas; reconhece o assunto do texto com base na leitura de informações evidentes no título; identifica finalidade de gêneros (convite, anúncio publicitário), apoiando-se ou não em suas características gráficas como imagens.
NÍVEL 4 DE 16 A 18 ACERTOS
Localiza informações explícitas e evidentes a partir da leitura de textos como bilhetes e convites, sem apoio das características gráficas; infere informações em textos curtos; identifica finalidade de textos de gêneros diversos, como bilhetes, sumário, convite, cartazes; reconhece o assunto de um texto sem apoio de características gráficas do suporte; localiza informação explícita, em menor evidência, em textos informativos ou narrativos mais longos.
NÍVEL 5 DE 19 A 20 ACERTOS
Demonstram compreender textos informativos e narrativos de vocabulário complexo, estabelecendo relações entre as partes que o compõem, inferindo o assunto principal e localizando informações que não são evidentes.
Devem continuar progredindo em sua aprendizagem, visto que o teste não contempla todas as habilidades relacionadas ao processo de alfabetização.
PROFESSORA,
A Provinha Brasil é um instrumento avaliativo que, somado aos já utilizados em sala de aula, permite uma compreensão mais ampla do processo de alfabetização. Espera-se com ele o aperfeiçoamento e a reorganização das práticas pedagógicas de alfabetização e letramento, contribuindo para o desenvolvimento e aprendizado das crianças.
Professor(a), você é peça chave para o sucesso da Provinha Brasil. Contamos com a sua participação!
MATERIAIS DE APOIO: http://provinhabrasil.inep.gov.br
PRALER, PRÓ-LETRAMENTO, PROFA
ORGANIZAÇÃO: cidabarony@gmail.com
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terça-feira, 1 de março de 2011
Provinha Brasil Matemática
Matriz de referência da Provinha Brasil está à disposição dos professores
A matriz de referência relaciona conhecimentos que crianças do segundo ano do ensino fundamental devem adquirir, como reconhecer figuras geométricas, identificar e ordenar grandezas, ler e interpretar dados em gráficos, tabelas e textos (foto: Wanderley Pessoa)
Os professores de turmas do segundo ano do ensino fundamental público e os coordenadores pedagógicos já podem consultar a matriz de referência da Provinha Brasil de matemática, a ser enviada às escolas, no início do segundo semestre, pelo Ministério da Educação. Como o exame não é obrigatório, a decisão de aplicá-lo cabe a cada escola.
A matriz de referência relaciona competências que as crianças do segundo ano do ensino fundamental devem ter adquirido.
Reconhecer representações de figuras geométricas, identificar, comparar e ordenar grandezas, ler e interpretar dados em gráficos, tabelas e textos são alguns conteúdos avaliados na provinha.
De acordo com a coordenadora de ensino fundamental da Secretaria de Educação Básica (SEB) do Ministério da Educação, Edna Martins Borges, a matriz de referência é um resumo do currículo desenvolvido pela escola.
Com a provinha, segundo ela, é possível fazer um diagnóstico do que a criança está aprendendo e do que deve aprender. O exame ainda oferece ao professor uma avaliação precisa do direcionamento de seu trabalho.
Edna considera essencial que o professor compreenda a matriz de referência como parte do currículo e que outras dimensões devem ser trabalhadas na escola.
Ela recomenda ao professor não treinar as crianças para a provinha. “O objetivo é fazer um diagnóstico, não dar nota de desempenho”, salienta.
Habilidades — Para a secretária de educação básica, Maria do Pilar Lacerda, tanto a alfabetização e o letramento quanto o domínio dos fundamentos matemáticos levam os estudantes a desenvolver habilidades que os ajudam a entender e trabalhar outras áreas do conhecimento. “Ninguém aprende ciências se não souber ler; ninguém entende o espaço se não tiver uma noção matemática”, explica.
Segundo a secretária, estudos recentes revelam que crianças com habilidades em matemática têm facilidade para a música e para o xadrez.
“A criança não aprende matemática para fazer contas, mas para desenvolver áreas do cérebro fundamentais para a aquisição de outros conhecimentos durante a vida.”
Em julho, o Ministério da Educação levará a primeira Provinha Brasil de matemática às escolas públicas de ensino fundamental com turmas de estudantes no segundo ano (alfabetização).
Além da prova impressa do aluno, com 20 testes, as escolas receberão um conjunto de publicações informativas, composto de caderno do professor-aplicador, roteiro com orientações sobre a aplicação dos testes e guia de correção e interpretação dos resultados.( Ministério da Educação)
A matriz de referência relaciona conhecimentos que crianças do segundo ano do ensino fundamental devem adquirir, como reconhecer figuras geométricas, identificar e ordenar grandezas, ler e interpretar dados em gráficos, tabelas e textos (foto: Wanderley Pessoa)
Os professores de turmas do segundo ano do ensino fundamental público e os coordenadores pedagógicos já podem consultar a matriz de referência da Provinha Brasil de matemática, a ser enviada às escolas, no início do segundo semestre, pelo Ministério da Educação. Como o exame não é obrigatório, a decisão de aplicá-lo cabe a cada escola.
A matriz de referência relaciona competências que as crianças do segundo ano do ensino fundamental devem ter adquirido.
Reconhecer representações de figuras geométricas, identificar, comparar e ordenar grandezas, ler e interpretar dados em gráficos, tabelas e textos são alguns conteúdos avaliados na provinha.
De acordo com a coordenadora de ensino fundamental da Secretaria de Educação Básica (SEB) do Ministério da Educação, Edna Martins Borges, a matriz de referência é um resumo do currículo desenvolvido pela escola.
Com a provinha, segundo ela, é possível fazer um diagnóstico do que a criança está aprendendo e do que deve aprender. O exame ainda oferece ao professor uma avaliação precisa do direcionamento de seu trabalho.
Edna considera essencial que o professor compreenda a matriz de referência como parte do currículo e que outras dimensões devem ser trabalhadas na escola.
Ela recomenda ao professor não treinar as crianças para a provinha. “O objetivo é fazer um diagnóstico, não dar nota de desempenho”, salienta.
Habilidades — Para a secretária de educação básica, Maria do Pilar Lacerda, tanto a alfabetização e o letramento quanto o domínio dos fundamentos matemáticos levam os estudantes a desenvolver habilidades que os ajudam a entender e trabalhar outras áreas do conhecimento. “Ninguém aprende ciências se não souber ler; ninguém entende o espaço se não tiver uma noção matemática”, explica.
Segundo a secretária, estudos recentes revelam que crianças com habilidades em matemática têm facilidade para a música e para o xadrez.
“A criança não aprende matemática para fazer contas, mas para desenvolver áreas do cérebro fundamentais para a aquisição de outros conhecimentos durante a vida.”
Em julho, o Ministério da Educação levará a primeira Provinha Brasil de matemática às escolas públicas de ensino fundamental com turmas de estudantes no segundo ano (alfabetização).
Além da prova impressa do aluno, com 20 testes, as escolas receberão um conjunto de publicações informativas, composto de caderno do professor-aplicador, roteiro com orientações sobre a aplicação dos testes e guia de correção e interpretação dos resultados.( Ministério da Educação)
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Avaliação Diagnóstica
1ª AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA 3º ANO 1º CICLO - DATA: ____/____/_____
PROFESSORA: ________________________________________________
ALUNO (A): ___________________________________________________
ATENÇÃO PROFESSORA/APLICADORA:
Para que este diagnóstico tenha o caráter de verificar a realidade do(a) aluno (a) avaliado(a) individualmente, é preciso que seja preservado na íntegra a sua aplicação. Por isso, pedimos que leia somente onde tiver o símbolo da carinha ; ande pela sala e veja se a criança marcou com X somente uma opção, mas não dê orientações que façam a mesma, mudar a resposta.
CHAVE PARA CORREÇÃO:
Número de acertos: _______
Até 5 acertos – Nível 1
De 6 a 10 – Nível 2
De 11 a 13 - Nível 3
De 14 a 16 – Nível 4
Veja as figuras e faça um X na letra abaixo da REVISTA EM QUADRINHOS.
(INSERIR OS DESENHOS DE JORNAL - CAPA DE REVISTA - E GIBI)
A (___) B (___) C (____)
Faça um X na letra das letras S, T, D.
(A) P F P
(B) F P D
(C) S T D
(D) P U A
Faça um X na letra onde está escrito o nome do desenho.
(INSERIR DESENHO TRENZINHO)
(A) TRENZINHO
(B) BICICLETA
(C) PALITO
(D) PICOLÉ
Faça um X na letra onde está escrito PETECA.
(INSERIR DESENHO PETECA)
(A) PANELA
(B) JANELA
(C) PETECA
(D) CANETA
Faça um X onde está escrito MAPA.
(___) MATA
(___) MAPA
(___) MATO
(___) MALA
Quantas palavras a frase tem?
ESTOU FELIZ POR VOCÊ!
(___) 1
(___) 2
(___) 3
(___) 4
Faça um X onde aparecem somente números:
(___) Disque 031
(___) Você é minha
(___) 0800-2350-4576
(___) Leia sempre
Faça um X no nome do animal que tem três sílabas
SAPO
GALINHA
ELEFANTE
Leia a frase silenciosamente. Quando todos terminarem de ler, eu vou fazer uma pergunta.
MARCELO JOGA BOLA PARA FABIANO.
Faça um X no item que mostra o que Marcelo faz:
(___) PERDE A BOLA
(___) MOSTRA A BOLA
(___) PEGA A BOLA
(___) JOGA A BOLA
PROFESSORA: ________________________________________________
ALUNO (A): ___________________________________________________
ATENÇÃO PROFESSORA/APLICADORA:
Para que este diagnóstico tenha o caráter de verificar a realidade do(a) aluno (a) avaliado(a) individualmente, é preciso que seja preservado na íntegra a sua aplicação. Por isso, pedimos que leia somente onde tiver o símbolo da carinha ; ande pela sala e veja se a criança marcou com X somente uma opção, mas não dê orientações que façam a mesma, mudar a resposta.
CHAVE PARA CORREÇÃO:
Número de acertos: _______
Até 5 acertos – Nível 1
De 6 a 10 – Nível 2
De 11 a 13 - Nível 3
De 14 a 16 – Nível 4
Veja as figuras e faça um X na letra abaixo da REVISTA EM QUADRINHOS.
(INSERIR OS DESENHOS DE JORNAL - CAPA DE REVISTA - E GIBI)
A (___) B (___) C (____)
Faça um X na letra das letras S, T, D.
(A) P F P
(B) F P D
(C) S T D
(D) P U A
Faça um X na letra onde está escrito o nome do desenho.
(INSERIR DESENHO TRENZINHO)
(A) TRENZINHO
(B) BICICLETA
(C) PALITO
(D) PICOLÉ
Faça um X na letra onde está escrito PETECA.
(INSERIR DESENHO PETECA)
(A) PANELA
(B) JANELA
(C) PETECA
(D) CANETA
Faça um X onde está escrito MAPA.
(___) MATA
(___) MAPA
(___) MATO
(___) MALA
Quantas palavras a frase tem?
ESTOU FELIZ POR VOCÊ!
(___) 1
(___) 2
(___) 3
(___) 4
Faça um X onde aparecem somente números:
(___) Disque 031
(___) Você é minha
(___) 0800-2350-4576
(___) Leia sempre
Faça um X no nome do animal que tem três sílabas
SAPO
GALINHA
ELEFANTE
Leia a frase silenciosamente. Quando todos terminarem de ler, eu vou fazer uma pergunta.
MARCELO JOGA BOLA PARA FABIANO.
Faça um X no item que mostra o que Marcelo faz:
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(___) MOSTRA A BOLA
(___) PEGA A BOLA
(___) JOGA A BOLA
sábado, 18 de dezembro de 2010
DESCRITORES QUE COMPÕEM A MATRIZ DE REFERÊNCIA
Fonte: Sistema Mineiro de Avaliação da Educação Pública – SIMAVE WWW.simave.
Organização: Aparecida Barony Lage Costa
DESCRITORES QUE COMPÕEM A MATRIZ DE REFERÊNCIA DETALHADOS A SEGUIR:
D1. Identificar letras do alfabeto
O aluno deve reconhecer letras do alfabeto apresentadas isoladamente, em sequências de letras ou no contexto de palavras.
D2. Conhecer as direções e o alinhamento da escrita da língua portuguesa
O alfabetizando, ao ter contato com um texto (contos, tirinhas, notícias, entre outros), deve identificar a direção formal da escrita: onde se inicia a leitura ou onde se localiza a última palavra do texto. Considerando a tarefa de registro escrito, espera-se que o aluno copie uma frase respeitando as direções da escrita (de cima para baixo, da esquerda para a direita), bem como demonstre o uso correto das linhas, das margens e do local adequado para iniciar a escrita em uma folha.
D3. Diferenciar letras de outros sinais gráficos, como os números, sinais de pontuação ou de outros sistemas de representação
O aluno precisa diferenciar letras de números e de outros símbolos. Deve reconhecer, por exemplo, um texto que circula socialmente dentre outros textos, ou uma seqüência que apresenta somente letras ou outras seqüências que apresentam letras e números.
D4. Distinguir, como leitor, diferentes tipos de letras
A criança deve identificar letras isoladas ou palavras escritas com diferentes tipos de letras: maiúscula, minúscula; cursiva; caixa alta e baixa.
Risque onde estão escritas as duas palavras:Banana Limão
A) BACANA, LIMÃO.
B) BACANA, MELÃO.
C) BANANA, LIMÃO.
D) BANANA, MELÃO.
D5. Identificar, ao ouvir uma palavra, o número de sílabas (consciência silábica)
O alfabetizando precisa, ao ouvir a pronúncia de palavras (monossílabas, dissílabas, trissílabas, polissílabas; oxítonas, paroxítonas, proparoxítonas); com diferentes estruturas silábicas (CV – consoante-vogal, CCV – consoante-consoante-vogal, CVC – consoante-vogal-consoante, V – vogal, VC – vogal-consoante, ditongo, etc.), identificar o número de sílabas que compõe uma palavra.
Risque o quadrinho que mostra quantas sílabas (ou pedaços) tem a palavra VACA.
4
3
2
1
D6. Identificar sons de sílabas (consciência fonológica e consciência fonêmica)
Ao ouvir palavras de um mesmo campo semântico ou de campos semânticos distintos, ditadas pelo aplicador, a criança deve identificar: sílabas com diferentes estruturas (CV, CCV, CVC, V, VC, ditongo, etc.) no início, meio e final dessas palavras.
D7. Identificar o conceito de palavra (consciência de palavra)
A criança precisa reconhecer o número de palavras que compõe um pequeno texto. Ao observar uma palavra, ser capaz de identificar o número de vezes que ela se repete em um texto. Espera-se, ainda, que palavras compostas por menos de três letras também sejam identificadas.
D8. Ler palavras em voz alta
É necessário que o aluno demonstre habilidades de leitura de palavra em voz alta. As palavras a serem lidas obedecem a uma escala de dificuldade, em relação a sua estrutura silábica. São apresentadas palavras com a sílaba CV (consoante/vogal) e/ou palavras compostas por sílabas complexas, tais como: CVC, CCV e ainda sílaba composta apenas por vogal ou ditongo.
D9. Ler, em voz alta, uma frase ou um texto
O alfabetizando deve ler frases curtas com estrutura sintática simples (sujeito + verbo + objeto), frases longas com estrutura sintática complexa e também ler pequenos textos.
D10. Ler palavras silenciosamente
A criança deve ler palavras silenciosamente. A palavra apresentada é acompanhada de um desenho que a representa. Assim como o D8, esse descritor apresenta palavras em um nível crescente de dificuldade em relação à estrutura silábica, ou seja, sílabas CV, CVC, CCV, V e palavras com ditongo.
Leia silenciosamente as palavras abaixo e ligue cada palavra ao seu desenho.
Fique atento! Não vale ler em voz alta.
CÃO
CÉU
MÃO
MÃE
D11. Localizar informação em uma frase/texto
O aluno precisa demonstrar habilidades no processamento de leitura de um texto. Espera-se que ele possa identificar, no texto lido, informações que se apresentam explicitamente. Essa informação pode estar presente no início, no meio ou no fim do texto. O texto pode possuir diferentes extensões e graus de complexidade na estrutura dos períodos. Tais fatores podem interferir no processo de localização de informação.
Leia silenciosamente a frase.
Fique atenta! Não vale ler em voz alta.
Risque o quadrinho que mostra até quanto pode medir a cauda do mico-leão-de-cara-dourada.
A CARA DO MICO-LEÃO-DE-CARA-DOURADA
PODE MEDIR ATÉ 37 CENTÍMETROS.
36 centímetros.
37 centímetros.
38 centímetros.
39 centímetros.
D12. Identificar elementos que constroem a narrativa
O alfabetizando deve conhecer gêneros textuais que privilegiam a narrativa, tais como contos de fadas, contos modernos, fábulas, lendas. São avaliadas habilidades relacionadas à identificação de elementos da narrativa: espaço, tempo (isolados ou conjuntamente), personagens e suas ações, e conflito gerador.
Leia o texto abaixo e responda.
DONA BARATINHA
Certa vez, Dona Baratinha encontrou uma moedinha de ouro enquanto varria sua casa.
– Oba! Que sorte! Vou arranjar um noivo.
Toda contente, lá foi Dona Baratinha para a janela, com um laço de fita na cabeça e moeda de ouro na caixinha, cantando assim:
– Quem quer casar com Dona Baratinha que tem fita na cabeça e dinheiro na caixinha...
Texto de domínio público.
Dona Baratinha encontrou a moedinha quando
arranjou um noivo.
colocou o laço de fita.
foi para a janela.
varria sua casa.
D13. Inferir uma informação
O aprendiz precisa revelar capacidade de, a partir da leitura silenciosa e autônoma de um texto, inferir o sentido de uma palavra ou expressão menos freqüente para crianças, em textos de tema/gênero familiar ou menos familiar. A criança deve realizar inferência, o que supõe que seja capaz de ir além do que está dito em um texto. Ou seja, ir além das informações explícitas, relacionando informações presentes em um texto (verbal ou verbal e não-verbal) com seus conhecimentos prévios, a fim de produzir sentido para o que foi lido.
Leia o texto e responda à questão.
Não vale ler em voz alta.
A palavra ZELOSO, no texto, significa Francisco cuidava bem dos animais da fazenda. Ele era um empregado muito zeloso com seu serviço.
AMISTOSO.
CUIDADOSO.
PRAZEROSO.
PREGUIÇOSO.
D14. Identificar assunto de um texto
A criança deve demonstrar capacidade de compreensão global do texto. Ela precisa ser capaz de, após ler um texto, dizer do que ele trata. Ou seja, ser capaz de realizar um exercício de síntese, identificar o assunto que representa a idéia central do texto.
Leia o texto e marque a resposta certa.
Fique atento! Não vale ler em voz alta.
Toda criatura viva cumpre um papel dentro do ambiente em que vive. Até mesmo os tubarões. Diferente do que muita gente pensa, a maioria dos tubarões não oferecem perigo ao homem. Como outro animal qualquer, eles devem ser mais conhecidos, inclusive para a gente não sair espelhando por aí que tubarão serve mesmo é para fazer estrago.
Ciência Hoje na Escola 2: Bichos, Rio de Janeiro, 1996. (Fragmento adaptado).
Risque o quadrinho que mostra sobre o que o texto fala.
Alimentação do tubarão.
Estragos que o tubarão faz.
Importância de salvar o tubarão branco.
Necessidade de conhecer mais os tubarões.
D15. Estabelecer relações lógico-discursivas
O aluno deve identificar, em um texto narrativo ou expositivo/argumentativo, marcas que expressam relações de tempo, lugar, causa e consequência.
D16. Estabelecer relações de continuidade temática a partir da recuperação de elementos da cadeia referencial do texto
A criança deve recuperar o antecedente ou o referente de um determinado elemento anafórico (pronome, elipse ou designação de um nome próprio) destacado no texto. Ou seja, deve demonstrar que compreendeu a que se refere esse elemento.
D17. Reconhecer os usos sociais da ordem alfabética
O aluno deve reconhecer a ordem alfabética tendo em vista seus usos sociais. É avaliado se ele identifica o local de inserção de um nome em uma lista ou agenda, por exemplo. Verifica-se, também, a capacidade de identificação do local correto de inserção de uma palavra, no dicionário, a partir da observação da primeira letra.
1. ALICE
2. DAVI
3. MARISA
4.
5. ROSANA
Seguindo a ordem alfabética, o nome que falta na lista é:
BRUNO.
LUCAS.
PEDRO.
TIAGO.
D18. Identificar gêneros textuais diversos e sua finalidade
A criança precisa reconhecer o gênero textual que circula na sociedade, bem como a finalidade desses textos. Inicialmente são apresentados gêneros mais familiares aos alunos, como: listas, bilhetes, convites, receitas culinárias e, posteriormente outros menos familiares como: notícias, anúncios, textos publicitários, etc. Tais textos podem ser identificados a partir de seu modo de apresentação e/ou de seu tema/assunto e de seu suporte.
LAÍS:
PARABÉNS.
MUITOS ANOS
DE VIDA.
30-05-05
WENDER
APRESENTAR UMA NOTÍCIA.
CONTAR UMA PIADA ENGRAÇADA.
CONVIDAR PARA UM ANIVERSÁRIO.
DAR PARABÉNS A ALGUÉM.
D19. Formular hipóteses
A criança precisa reconhecer o assunto de um texto a partir da observação de uma imagem e/ou da leitura de seu título.
A morte da galinha nanica
Irmãos Grimm
Era uma vez uma galinha nanica que foi a um bosque de amendoeiras com o galo nanico e os dois combinaram que cada um que encontrasse uma amêndoa a dividiria com o outro.
Numa manhã, aconteceu que a galinha encontrou uma amêndoa, mas nada disse ao galo, pois tinha a intenção de comer a amêndoa sozinha. A amêndoa, porém, era tão grande que...
a galinha e o galo começaram a gritar cada vez mais alto.
a galinha e o galo brigaram a tarde inteira.
a galinha ficou perdida no bosque e não conseguiu voltar para casa.
a galinha não conseguiu engolir e ficou entalada com a amêndoa na garganta.
D20. Distinguir fato de opinião sobre o fato
O aluno deve ser capaz de distinguir um fato de uma opinião, explícita ou implícita, sobre determinado fato ao ler histórias ou notícias.
D21. Identificar tese e argumentos
O aluno precisa identificar a tese defendida em um texto e/ou os argumentos presentes que sustentam a tese apresentada.
D22. Avaliar adequação da linguagem usada à situação, sobretudo, a eficiência de um texto ao seu objetivo ou finalidade
A criança deve ser capaz de identificar, por exemplo, marcas de oralidade em um texto escrito ou justificar determinada linguagem presente no texto em função dos objetivos a que ele se propôe.
D23. Determinar o ponto de vista do enunciador ou de personagens sobre fatos, apresentados explícita e implicitamente no texto
O aluno deve identificar, em um dado texto, a fala/discurso direto ou indireto. Nesse caso, o aluno terá que demonstrar que reconhece quem “está com a palavra”.
D24. Identificar efeito de sentido decorrente de recursos gráficos, seleção lexical e repetição
Ao ler o texto, a criança deve ser capaz de identificar os efeitos de sentido decorrentes da utilização de recursos gráficos, do léxico (vocábulo) ou também de identificar humor ou ironia no texto, decorrentes desses recursos.
D25. Escrever palavras
O aluno necessita mostrar capacidade de escrever palavras (monossílabas, dissílabas, trissílabas, polissílabas; oxítonas, paroxítonas, proparoxítonas); com diferentes estruturas silábicas (CV, CCV, CVC, V, VC, ditongo, etc.).
Escreva o nome do desenho:
(APRESENTAR UM DESENHO)
D26. Escrever frases/textos
O alfabetizando precisa escrever frases e pequenos textos. A escrita de frases pode ser feita a partir da observação de uma imagem ou de um ditado. Já a escrita de textos (história) pode ser feita com base na observação de uma seqüência de imagens. Outros gêneros mais familiares como convite, aviso ou bilhete, por exemplo, também são solicitados para serem escritos, tendo em vista a definição de suas condições de produção (o que escrever, para quem, para que, em que suporte, local de circulação).
Observando a matriz, percebe-se que as capacidades apresentadas permitem identificar desde conhecimentos mais iniciais da alfabetização, como a habilidade de identificar letras do alfabeto, até conhecimentos relacionados à compreensão mais ampla de textos, como a habilidade de inferir informação em um texto.
Do ponto de vista da avaliação, as habilidades evidenciadas permitem uma delimitação dos níveis de aprendizagem dos alunos. É importante ter clareza de que uma Matriz de Avaliação não contempla todas as capacidades a serem trabalhadas no dia-a-dia da sala de aula, o que é objeto de uma Matriz de Ensino. Não se pode, assim, confundir Matriz de Ensino com Matriz de Avaliação:
Enquanto a Matriz de Ensino apresenta as habilidades a serem contempladas no processo de ensino e aprendizagem, a Matriz de Avaliação apresenta as habilidades passíveis de serem avaliadas, portanto, é sempre mais restrita do que uma Matriz de Ensino.
http://www.portalavaliacao.caedufjf.net/repositorio/simave/pdf/GuiaMatrizReferenciaLinguaPortuguesaSIMAVE.pdf
Organização: Aparecida Barony Lage Costa
DESCRITORES QUE COMPÕEM A MATRIZ DE REFERÊNCIA DETALHADOS A SEGUIR:
D1. Identificar letras do alfabeto
O aluno deve reconhecer letras do alfabeto apresentadas isoladamente, em sequências de letras ou no contexto de palavras.
D2. Conhecer as direções e o alinhamento da escrita da língua portuguesa
O alfabetizando, ao ter contato com um texto (contos, tirinhas, notícias, entre outros), deve identificar a direção formal da escrita: onde se inicia a leitura ou onde se localiza a última palavra do texto. Considerando a tarefa de registro escrito, espera-se que o aluno copie uma frase respeitando as direções da escrita (de cima para baixo, da esquerda para a direita), bem como demonstre o uso correto das linhas, das margens e do local adequado para iniciar a escrita em uma folha.
D3. Diferenciar letras de outros sinais gráficos, como os números, sinais de pontuação ou de outros sistemas de representação
O aluno precisa diferenciar letras de números e de outros símbolos. Deve reconhecer, por exemplo, um texto que circula socialmente dentre outros textos, ou uma seqüência que apresenta somente letras ou outras seqüências que apresentam letras e números.
D4. Distinguir, como leitor, diferentes tipos de letras
A criança deve identificar letras isoladas ou palavras escritas com diferentes tipos de letras: maiúscula, minúscula; cursiva; caixa alta e baixa.
Risque onde estão escritas as duas palavras:Banana Limão
A) BACANA, LIMÃO.
B) BACANA, MELÃO.
C) BANANA, LIMÃO.
D) BANANA, MELÃO.
D5. Identificar, ao ouvir uma palavra, o número de sílabas (consciência silábica)
O alfabetizando precisa, ao ouvir a pronúncia de palavras (monossílabas, dissílabas, trissílabas, polissílabas; oxítonas, paroxítonas, proparoxítonas); com diferentes estruturas silábicas (CV – consoante-vogal, CCV – consoante-consoante-vogal, CVC – consoante-vogal-consoante, V – vogal, VC – vogal-consoante, ditongo, etc.), identificar o número de sílabas que compõe uma palavra.
Risque o quadrinho que mostra quantas sílabas (ou pedaços) tem a palavra VACA.
4
3
2
1
D6. Identificar sons de sílabas (consciência fonológica e consciência fonêmica)
Ao ouvir palavras de um mesmo campo semântico ou de campos semânticos distintos, ditadas pelo aplicador, a criança deve identificar: sílabas com diferentes estruturas (CV, CCV, CVC, V, VC, ditongo, etc.) no início, meio e final dessas palavras.
D7. Identificar o conceito de palavra (consciência de palavra)
A criança precisa reconhecer o número de palavras que compõe um pequeno texto. Ao observar uma palavra, ser capaz de identificar o número de vezes que ela se repete em um texto. Espera-se, ainda, que palavras compostas por menos de três letras também sejam identificadas.
D8. Ler palavras em voz alta
É necessário que o aluno demonstre habilidades de leitura de palavra em voz alta. As palavras a serem lidas obedecem a uma escala de dificuldade, em relação a sua estrutura silábica. São apresentadas palavras com a sílaba CV (consoante/vogal) e/ou palavras compostas por sílabas complexas, tais como: CVC, CCV e ainda sílaba composta apenas por vogal ou ditongo.
D9. Ler, em voz alta, uma frase ou um texto
O alfabetizando deve ler frases curtas com estrutura sintática simples (sujeito + verbo + objeto), frases longas com estrutura sintática complexa e também ler pequenos textos.
D10. Ler palavras silenciosamente
A criança deve ler palavras silenciosamente. A palavra apresentada é acompanhada de um desenho que a representa. Assim como o D8, esse descritor apresenta palavras em um nível crescente de dificuldade em relação à estrutura silábica, ou seja, sílabas CV, CVC, CCV, V e palavras com ditongo.
Leia silenciosamente as palavras abaixo e ligue cada palavra ao seu desenho.
Fique atento! Não vale ler em voz alta.
CÃO
CÉU
MÃO
MÃE
D11. Localizar informação em uma frase/texto
O aluno precisa demonstrar habilidades no processamento de leitura de um texto. Espera-se que ele possa identificar, no texto lido, informações que se apresentam explicitamente. Essa informação pode estar presente no início, no meio ou no fim do texto. O texto pode possuir diferentes extensões e graus de complexidade na estrutura dos períodos. Tais fatores podem interferir no processo de localização de informação.
Leia silenciosamente a frase.
Fique atenta! Não vale ler em voz alta.
Risque o quadrinho que mostra até quanto pode medir a cauda do mico-leão-de-cara-dourada.
A CARA DO MICO-LEÃO-DE-CARA-DOURADA
PODE MEDIR ATÉ 37 CENTÍMETROS.
36 centímetros.
37 centímetros.
38 centímetros.
39 centímetros.
D12. Identificar elementos que constroem a narrativa
O alfabetizando deve conhecer gêneros textuais que privilegiam a narrativa, tais como contos de fadas, contos modernos, fábulas, lendas. São avaliadas habilidades relacionadas à identificação de elementos da narrativa: espaço, tempo (isolados ou conjuntamente), personagens e suas ações, e conflito gerador.
Leia o texto abaixo e responda.
DONA BARATINHA
Certa vez, Dona Baratinha encontrou uma moedinha de ouro enquanto varria sua casa.
– Oba! Que sorte! Vou arranjar um noivo.
Toda contente, lá foi Dona Baratinha para a janela, com um laço de fita na cabeça e moeda de ouro na caixinha, cantando assim:
– Quem quer casar com Dona Baratinha que tem fita na cabeça e dinheiro na caixinha...
Texto de domínio público.
Dona Baratinha encontrou a moedinha quando
arranjou um noivo.
colocou o laço de fita.
foi para a janela.
varria sua casa.
D13. Inferir uma informação
O aprendiz precisa revelar capacidade de, a partir da leitura silenciosa e autônoma de um texto, inferir o sentido de uma palavra ou expressão menos freqüente para crianças, em textos de tema/gênero familiar ou menos familiar. A criança deve realizar inferência, o que supõe que seja capaz de ir além do que está dito em um texto. Ou seja, ir além das informações explícitas, relacionando informações presentes em um texto (verbal ou verbal e não-verbal) com seus conhecimentos prévios, a fim de produzir sentido para o que foi lido.
Leia o texto e responda à questão.
Não vale ler em voz alta.
A palavra ZELOSO, no texto, significa Francisco cuidava bem dos animais da fazenda. Ele era um empregado muito zeloso com seu serviço.
AMISTOSO.
CUIDADOSO.
PRAZEROSO.
PREGUIÇOSO.
D14. Identificar assunto de um texto
A criança deve demonstrar capacidade de compreensão global do texto. Ela precisa ser capaz de, após ler um texto, dizer do que ele trata. Ou seja, ser capaz de realizar um exercício de síntese, identificar o assunto que representa a idéia central do texto.
Leia o texto e marque a resposta certa.
Fique atento! Não vale ler em voz alta.
Toda criatura viva cumpre um papel dentro do ambiente em que vive. Até mesmo os tubarões. Diferente do que muita gente pensa, a maioria dos tubarões não oferecem perigo ao homem. Como outro animal qualquer, eles devem ser mais conhecidos, inclusive para a gente não sair espelhando por aí que tubarão serve mesmo é para fazer estrago.
Ciência Hoje na Escola 2: Bichos, Rio de Janeiro, 1996. (Fragmento adaptado).
Risque o quadrinho que mostra sobre o que o texto fala.
Alimentação do tubarão.
Estragos que o tubarão faz.
Importância de salvar o tubarão branco.
Necessidade de conhecer mais os tubarões.
D15. Estabelecer relações lógico-discursivas
O aluno deve identificar, em um texto narrativo ou expositivo/argumentativo, marcas que expressam relações de tempo, lugar, causa e consequência.
D16. Estabelecer relações de continuidade temática a partir da recuperação de elementos da cadeia referencial do texto
A criança deve recuperar o antecedente ou o referente de um determinado elemento anafórico (pronome, elipse ou designação de um nome próprio) destacado no texto. Ou seja, deve demonstrar que compreendeu a que se refere esse elemento.
D17. Reconhecer os usos sociais da ordem alfabética
O aluno deve reconhecer a ordem alfabética tendo em vista seus usos sociais. É avaliado se ele identifica o local de inserção de um nome em uma lista ou agenda, por exemplo. Verifica-se, também, a capacidade de identificação do local correto de inserção de uma palavra, no dicionário, a partir da observação da primeira letra.
1. ALICE
2. DAVI
3. MARISA
4.
5. ROSANA
Seguindo a ordem alfabética, o nome que falta na lista é:
BRUNO.
LUCAS.
PEDRO.
TIAGO.
D18. Identificar gêneros textuais diversos e sua finalidade
A criança precisa reconhecer o gênero textual que circula na sociedade, bem como a finalidade desses textos. Inicialmente são apresentados gêneros mais familiares aos alunos, como: listas, bilhetes, convites, receitas culinárias e, posteriormente outros menos familiares como: notícias, anúncios, textos publicitários, etc. Tais textos podem ser identificados a partir de seu modo de apresentação e/ou de seu tema/assunto e de seu suporte.
LAÍS:
PARABÉNS.
MUITOS ANOS
DE VIDA.
30-05-05
WENDER
APRESENTAR UMA NOTÍCIA.
CONTAR UMA PIADA ENGRAÇADA.
CONVIDAR PARA UM ANIVERSÁRIO.
DAR PARABÉNS A ALGUÉM.
D19. Formular hipóteses
A criança precisa reconhecer o assunto de um texto a partir da observação de uma imagem e/ou da leitura de seu título.
A morte da galinha nanica
Irmãos Grimm
Era uma vez uma galinha nanica que foi a um bosque de amendoeiras com o galo nanico e os dois combinaram que cada um que encontrasse uma amêndoa a dividiria com o outro.
Numa manhã, aconteceu que a galinha encontrou uma amêndoa, mas nada disse ao galo, pois tinha a intenção de comer a amêndoa sozinha. A amêndoa, porém, era tão grande que...
a galinha e o galo começaram a gritar cada vez mais alto.
a galinha e o galo brigaram a tarde inteira.
a galinha ficou perdida no bosque e não conseguiu voltar para casa.
a galinha não conseguiu engolir e ficou entalada com a amêndoa na garganta.
D20. Distinguir fato de opinião sobre o fato
O aluno deve ser capaz de distinguir um fato de uma opinião, explícita ou implícita, sobre determinado fato ao ler histórias ou notícias.
D21. Identificar tese e argumentos
O aluno precisa identificar a tese defendida em um texto e/ou os argumentos presentes que sustentam a tese apresentada.
D22. Avaliar adequação da linguagem usada à situação, sobretudo, a eficiência de um texto ao seu objetivo ou finalidade
A criança deve ser capaz de identificar, por exemplo, marcas de oralidade em um texto escrito ou justificar determinada linguagem presente no texto em função dos objetivos a que ele se propôe.
D23. Determinar o ponto de vista do enunciador ou de personagens sobre fatos, apresentados explícita e implicitamente no texto
O aluno deve identificar, em um dado texto, a fala/discurso direto ou indireto. Nesse caso, o aluno terá que demonstrar que reconhece quem “está com a palavra”.
D24. Identificar efeito de sentido decorrente de recursos gráficos, seleção lexical e repetição
Ao ler o texto, a criança deve ser capaz de identificar os efeitos de sentido decorrentes da utilização de recursos gráficos, do léxico (vocábulo) ou também de identificar humor ou ironia no texto, decorrentes desses recursos.
D25. Escrever palavras
O aluno necessita mostrar capacidade de escrever palavras (monossílabas, dissílabas, trissílabas, polissílabas; oxítonas, paroxítonas, proparoxítonas); com diferentes estruturas silábicas (CV, CCV, CVC, V, VC, ditongo, etc.).
Escreva o nome do desenho:
(APRESENTAR UM DESENHO)
D26. Escrever frases/textos
O alfabetizando precisa escrever frases e pequenos textos. A escrita de frases pode ser feita a partir da observação de uma imagem ou de um ditado. Já a escrita de textos (história) pode ser feita com base na observação de uma seqüência de imagens. Outros gêneros mais familiares como convite, aviso ou bilhete, por exemplo, também são solicitados para serem escritos, tendo em vista a definição de suas condições de produção (o que escrever, para quem, para que, em que suporte, local de circulação).
Observando a matriz, percebe-se que as capacidades apresentadas permitem identificar desde conhecimentos mais iniciais da alfabetização, como a habilidade de identificar letras do alfabeto, até conhecimentos relacionados à compreensão mais ampla de textos, como a habilidade de inferir informação em um texto.
Do ponto de vista da avaliação, as habilidades evidenciadas permitem uma delimitação dos níveis de aprendizagem dos alunos. É importante ter clareza de que uma Matriz de Avaliação não contempla todas as capacidades a serem trabalhadas no dia-a-dia da sala de aula, o que é objeto de uma Matriz de Ensino. Não se pode, assim, confundir Matriz de Ensino com Matriz de Avaliação:
Enquanto a Matriz de Ensino apresenta as habilidades a serem contempladas no processo de ensino e aprendizagem, a Matriz de Avaliação apresenta as habilidades passíveis de serem avaliadas, portanto, é sempre mais restrita do que uma Matriz de Ensino.
http://www.portalavaliacao.caedufjf.net/repositorio/simave/pdf/GuiaMatrizReferenciaLinguaPortuguesaSIMAVE.pdf
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descritores - matriz de referência - simave
quarta-feira, 23 de junho de 2010
intervenção, ceale, capacidades
Elaboração: Cida Barony
PLANEJAMENTO DE ACORDO COM AS CAPACIDADES DO CEALE
Orientação:
• Aplicar em todos os grupos de alunos que participam da intervenção, com intuito de avaliar e observar algumas capacidades de escrita e leitura, por isso deverá ser feito o registro de como cada aluno realizou a atividade.
• A partir desta atividade, todas as outras que forem planejadas devem ser pensadas nestas (para aprimorá-las) e outras capacidades que ainda não foram abordadas.
• As atividades estão divididas em 7 aulas
CAPACIDADE: RECONHECER UNIDADES FONOLÓGICAS (RIMAS, SÍLABAS).
Aula nª 1: Atividade: Lá vai a barquinha carregadinha de...
Orientação à professora: Organizar os alunos em círculo, e orientar: vou falar uma palavra e deverão falar palavras que rimam. Cada aluno só poderá falar com o barquinho na mão.
Exemplo: Lá vai a barquinha carregadinha de pião/mão
“Lá vai a barquinha carregadinha de “caracol” / “leão” / “jacaré” / “gato” / “pica-pau” / “gato” / “pica-pau” / “tatu” / “avestruz” / cão
O apoio irá registrar no quadro as palavras que os alunos falarem. E depois vamos marcar aquelas que rimam com as que foram faladas.
Aula nª 2: Atividade: Trabalho com cartaz
Orientação à professora: A professora deverá levar em cartaz o texto “Os animais”.
Fazer a primeira leitura em voz alta para os alunos e depois questionar:
- Que tipo de texto eu li? (Se não responderem dar pistas: bilhete, fábula, receita, poesia, convite)
- Quais as características? O que tem nele, que dá para perceber que é uma poesia.
- Vamos encontrar as rimas? Vocês já localizaram algumas?
- Caracol, leão, jacaré, gato, pica-pau, tatu, avestruz, cão
* A professora deverá circular estas rimas
- Por que circulamos estas palavras?
- O que tem de parecido? Onde?
- Fazer a leitura do cartaz coletivamente.
Aula nº 3: Atividade: Cópia da poesia os animais para os alunos.
Orientação à professora: Na última aula, nós lemos o cartaz da poesia Os animais, vocês gostaram? O que mais gostaram na poesia? Qual ou quais palavras vocês conseguem ler sozinhos? Quem consegue ler o texto todo?
Hoje vocês vão receber uma cópia do texto e vamos ler e grifar as palavras que rimam.
Após grifar, fazer a ilustração da poesia na folha e no cartaz.
Aula nº 4: Atividade: Lacunado
Orientação à professora: Na última aula lemos e grifamos as rimas na poesia Os animais, agora gostaria que vocês lessem o texto novamente para preencherem os espaços que estão faltando.
Aula nº 5: Atividade: Loto silábico
Orientação à professora: Cada aluno deverá receber um jogo Loto Silábico, ler as sílabas existentes em voz alta e depois marcar as sílabas que formam uma palavra, escrevendo-as no caderno.
CAPACIDADE: DOMINA RELAÇÕES ENTRE GRAFEMAS E FONEMAS
Aula nº 6: Atividade: Ditado de palavras
Orientação à professora: Hoje vamos fazer um Ditado de Palavras, vou ditar 12 palavras, repetindo 3 vezes cada uma, vocês vão escrever, ler, virar a folha e ditarei a seguinte.
Entregar a folha para os alunos fazerem o registro, as palavras não devem ser soletradas e nem deverá fazer a intervenção na escrita, deixar que cada um escreva a sua maneira. Ninguém poderá falar em voz alta como escreve a palavra.
Depois faremos a análise junto com coordenação pedagógica.
Palavras que serão ditadas: caneta – apontador – queijo – galinha – churrasco – folha – prego – casa – coração – ombro – muquirana – deblaterar
CAPACIDADE: LER E COMPREENDER PALAVRAS COMPOSTAS POR SÍLABAS CANÔNICAS E NÃO-CANÔNICAS
Aula nº 7: Atividade: Marque os nomes dos animais que estão ilustrados.
Orientação á professora: Vocês vão receber uma folha com o desenho e o nome do desenho vamos fazer um de cada vez, vocês deverão ler antes de marcar todas as palavras que estão abaixo do desenho.
CAPACIDADE: FORMULAR HIPOTESES SOBRE O CONTEÚDO DE UM TEXTO
Aula nº 7: Atividade: Pelo título, localizar a informação que o cartaz traz.
Orientação à professora: Informar os alunos, vocês vão receber uma folha, eu vou ler o enunciado três vezes, mas vocês vão marcar a resposta, sem falar em voz alta.
JOGO SILÁBICO
ALUNO (A): ____________________________________DATA: ___________________
COL JA ÃO CA
TO GA
RÉ PI LE RA
TA PRA MA TU
Capacidade: Domina relações entre grafemas e fonemas
A PROFESSORA VAI DITAR A PALAVRA TRÊS VEZES E VOCÊ VAI ESCREVER DO SEU JEITO. APÓS ESCREVER AS PALAVRA , LEIA PARA VER SE ESTÁ FALTANDO ALGUMA LETRINHA.
1. _____________________________________________
2. _____________________________________________
3. _____________________________________________
4. _____________________________________________
5. _____________________________________________
6. _____________________________________________
7. _____________________________________________
8. _____________________________________________
9. _____________________________________________
10. _____________________________________________
11. _____________________________________________
12. _____________________________________________
Capacidade: Ler e compreender palavras compostas por sílabas canônicas e não-canônicas.
1. MARQUE OS NOMES DOS ANIMAIS
(____) anzol
(____) caracol
(____) caramujo
(____) carrapato
________________________________________________________________
(____) lesma
(____) pião
(____) leão
(____) leitão
________________________________________________________________
(____) japonês
(____) chaminé
(____) buscapé
(____) jacaré
________________________________________________________________
(____) prato
(____) jato
(____) gato
(____) pato
LEIA O CARTAZ.
(Cartaz vacina paralisia infantil 2010)
PELO TÍTULO, QUE INFORMAÇÕES VOCÊ ACHA QUE ESTE CARTAZ VAI NOS DAR:
(____) QUEM TOMAR A VACINA VAI FAZER UM GOL
(____) QUEM TOMAR A VACINA VAI GANHAR A COPA
(____) QUEM TOMAR A VACINA VAI FICAR COM SAÚDE
(____) QUEM TOMAR A VACINA VAI FICAR COM PARALISIA INFANTIL
PLANEJAMENTO DE ACORDO COM AS CAPACIDADES DO CEALE
Orientação:
• Aplicar em todos os grupos de alunos que participam da intervenção, com intuito de avaliar e observar algumas capacidades de escrita e leitura, por isso deverá ser feito o registro de como cada aluno realizou a atividade.
• A partir desta atividade, todas as outras que forem planejadas devem ser pensadas nestas (para aprimorá-las) e outras capacidades que ainda não foram abordadas.
• As atividades estão divididas em 7 aulas
CAPACIDADE: RECONHECER UNIDADES FONOLÓGICAS (RIMAS, SÍLABAS).
Aula nª 1: Atividade: Lá vai a barquinha carregadinha de...
Orientação à professora: Organizar os alunos em círculo, e orientar: vou falar uma palavra e deverão falar palavras que rimam. Cada aluno só poderá falar com o barquinho na mão.
Exemplo: Lá vai a barquinha carregadinha de pião/mão
“Lá vai a barquinha carregadinha de “caracol” / “leão” / “jacaré” / “gato” / “pica-pau” / “gato” / “pica-pau” / “tatu” / “avestruz” / cão
O apoio irá registrar no quadro as palavras que os alunos falarem. E depois vamos marcar aquelas que rimam com as que foram faladas.
Aula nª 2: Atividade: Trabalho com cartaz
Orientação à professora: A professora deverá levar em cartaz o texto “Os animais”.
Fazer a primeira leitura em voz alta para os alunos e depois questionar:
- Que tipo de texto eu li? (Se não responderem dar pistas: bilhete, fábula, receita, poesia, convite)
- Quais as características? O que tem nele, que dá para perceber que é uma poesia.
- Vamos encontrar as rimas? Vocês já localizaram algumas?
- Caracol, leão, jacaré, gato, pica-pau, tatu, avestruz, cão
* A professora deverá circular estas rimas
- Por que circulamos estas palavras?
- O que tem de parecido? Onde?
- Fazer a leitura do cartaz coletivamente.
Aula nº 3: Atividade: Cópia da poesia os animais para os alunos.
Orientação à professora: Na última aula, nós lemos o cartaz da poesia Os animais, vocês gostaram? O que mais gostaram na poesia? Qual ou quais palavras vocês conseguem ler sozinhos? Quem consegue ler o texto todo?
Hoje vocês vão receber uma cópia do texto e vamos ler e grifar as palavras que rimam.
Após grifar, fazer a ilustração da poesia na folha e no cartaz.
Aula nº 4: Atividade: Lacunado
Orientação à professora: Na última aula lemos e grifamos as rimas na poesia Os animais, agora gostaria que vocês lessem o texto novamente para preencherem os espaços que estão faltando.
Aula nº 5: Atividade: Loto silábico
Orientação à professora: Cada aluno deverá receber um jogo Loto Silábico, ler as sílabas existentes em voz alta e depois marcar as sílabas que formam uma palavra, escrevendo-as no caderno.
CAPACIDADE: DOMINA RELAÇÕES ENTRE GRAFEMAS E FONEMAS
Aula nº 6: Atividade: Ditado de palavras
Orientação à professora: Hoje vamos fazer um Ditado de Palavras, vou ditar 12 palavras, repetindo 3 vezes cada uma, vocês vão escrever, ler, virar a folha e ditarei a seguinte.
Entregar a folha para os alunos fazerem o registro, as palavras não devem ser soletradas e nem deverá fazer a intervenção na escrita, deixar que cada um escreva a sua maneira. Ninguém poderá falar em voz alta como escreve a palavra.
Depois faremos a análise junto com coordenação pedagógica.
Palavras que serão ditadas: caneta – apontador – queijo – galinha – churrasco – folha – prego – casa – coração – ombro – muquirana – deblaterar
CAPACIDADE: LER E COMPREENDER PALAVRAS COMPOSTAS POR SÍLABAS CANÔNICAS E NÃO-CANÔNICAS
Aula nº 7: Atividade: Marque os nomes dos animais que estão ilustrados.
Orientação á professora: Vocês vão receber uma folha com o desenho e o nome do desenho vamos fazer um de cada vez, vocês deverão ler antes de marcar todas as palavras que estão abaixo do desenho.
CAPACIDADE: FORMULAR HIPOTESES SOBRE O CONTEÚDO DE UM TEXTO
Aula nº 7: Atividade: Pelo título, localizar a informação que o cartaz traz.
Orientação à professora: Informar os alunos, vocês vão receber uma folha, eu vou ler o enunciado três vezes, mas vocês vão marcar a resposta, sem falar em voz alta.
JOGO SILÁBICO
ALUNO (A): ____________________________________DATA: ___________________
COL JA ÃO CA
TO GA
RÉ PI LE RA
TA PRA MA TU
Capacidade: Domina relações entre grafemas e fonemas
A PROFESSORA VAI DITAR A PALAVRA TRÊS VEZES E VOCÊ VAI ESCREVER DO SEU JEITO. APÓS ESCREVER AS PALAVRA , LEIA PARA VER SE ESTÁ FALTANDO ALGUMA LETRINHA.
1. _____________________________________________
2. _____________________________________________
3. _____________________________________________
4. _____________________________________________
5. _____________________________________________
6. _____________________________________________
7. _____________________________________________
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Capacidade: Ler e compreender palavras compostas por sílabas canônicas e não-canônicas.
1. MARQUE OS NOMES DOS ANIMAIS
(____) anzol
(____) caracol
(____) caramujo
(____) carrapato
________________________________________________________________
(____) lesma
(____) pião
(____) leão
(____) leitão
________________________________________________________________
(____) japonês
(____) chaminé
(____) buscapé
(____) jacaré
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(____) prato
(____) jato
(____) gato
(____) pato
LEIA O CARTAZ.
(Cartaz vacina paralisia infantil 2010)
PELO TÍTULO, QUE INFORMAÇÕES VOCÊ ACHA QUE ESTE CARTAZ VAI NOS DAR:
(____) QUEM TOMAR A VACINA VAI FAZER UM GOL
(____) QUEM TOMAR A VACINA VAI GANHAR A COPA
(____) QUEM TOMAR A VACINA VAI FICAR COM SAÚDE
(____) QUEM TOMAR A VACINA VAI FICAR COM PARALISIA INFANTIL
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Uma lição de amor
FILME: UMA LIÇÃO DE AMOR
Fonte:
http://www.autismo-br.com.br/
Organização: Aparecida Barony Lage Costa
Pais de origem: EUA
Produtora: Marshall Herskovitz, Jessie Nelson, Richard Solomon, Edward Zwick
Diretor: Jessie Nelson
Ano de lançamento: 22 de Março de 2002
Duração: 132 minutos
Artistas principais: Sean Penn, Michelle Pfeiffer, Dakota Fanning, Dianne Wiest, Loretta De
Estilo: Drama
SINOPSE:
Sam (Sean Penn) é um homem com problemas mentais que tenta recuperar a guarda de Lucy (Dakota Fanning), sua filha de sete anos. A menina é intelectualmente superior ao pai e por isso ele perdeu a guarda da filha e os dois vivem separados. Uma advogada (Michelle Pfeiffer) acredita que Sam pode cuidar de sua filha e resolve defendê-lo, o que se torna um desafio para sua carreira e uma lição sobre a instituição familiar._O filme não trata do diagnóstico do Sam , mas este apresenta vários sintomas do autismo .
REFLEXÃO:
Se nos lembrarmos que na Antiguidade Clássica, particularmente entre os romanos, era comum o sacrifício de pessoas que apresentassem deficiências físicas ou mentais, podemos dizer que a sociedade evoluiu, aprimorou-se. Se, por outro lado, imaginarmos que há várias barreiras que ainda não foram transpostas, principalmente aquelas que dizem respeito à forma como os deficientes são encarados e tratados pelas outras pessoas, percebemos que ainda há muitas mudanças a serem implementadas.
O personagem Sam (interpretado de forma tocante por Sean Penn) vive dentro de condições que poderíamos considerar como adequadas no contexto atual, no que tange a uma pessoa deficiente que possui a idade mental equivalente a de uma criança de 7 anos de idade. Tem seu próprio apartamento, está empregado em uma lanchonete onde atua como garçom, recebe seus amigos para assistir vídeos clássicos e cuida de sua filhinha...
O filme nos coloca diante de uma situação singular, onde percebemos com clareza as impossibilidades de Sam e, ao mesmo tempo, vivenciamos através das imagens uma experiência única de paternidade, pautada numa relação carregada de emoção e presença, de participação e doação por parte do pai em relação à filha.
Será que para ser bom pai é preciso ter um desenvolvimento intelectual considerado "normal"?
O que faz a diferença entre a Sam e a sua advogada quanto à forma de educar seus filhos?
Existe fórmula prescrita para ser bom pai?
Uma lição de amor
Emoção a flor da pele
Sean Penn é um dos atores mais talentosos de sua geração. Não bastasse todo o talento que possui enquanto ator, Penn é uma das personalidades mais ativas e destacadas em termos de posicionamentos políticos que ousam desafiar a ordem estabelecida, opondo-se a direcionamentos e atitudes do governo americano e, colocando em risco suas economias para bancar projetos cinematográficos nos quais acredita.
"Uma lição de amor" vem comprovar a coerência de Penn, tanto por seu talento dramático (numa atuação que lhe valeu indicação ao Oscar) quanto por sua dedicação a causas justas, com as quais se identifica.
Se nos lembrarmos que na Antiguidade Clássica, particularmente entre os romanos, era comum o sacrifício de pessoas que apresentassem deficiências físicas ou mentais, podemos dizer que a sociedade evoluiu, aprimorou-se. Se, por outro lado, imaginarmos que há várias barreiras que ainda não foram transpostas, principalmente aquelas que dizem respeito à forma como os deficientes são encarados e tratados pelas outras pessoas, percebemos que ainda há muitas mudanças a serem implementadas.
O personagem Sam (interpretado de forma tocante por Sean Penn) vive dentro de condições que poderíamos considerar como adequadas no contexto atual, no que tange a uma pessoa deficiente que possui a idade mental equivalente a de uma criança de 7 anos de idade. Tem seu próprio apartamento, está empregado em uma lanchonete onde atua como garçom, recebe seus amigos para assistir vídeos clássicos e cuida de sua filhinha...
É justamente nesse ponto que as autoridades resolvem interferir, partindo do princípio de que Sam (Penn) seria incapaz de resolver os problemas e criar adequadamente a menina, especialmente a partir do momento em que ela ultrapassasse a capacidade mental do pai (o que ela estava prestes a fazer). A assistência social resolve tirar-lhe a guarda da criança e privar-lhe do direito de pleno exercício da paternidade respaldando-se na tese de que Sam é deficiente mental.
O filme nos coloca diante de uma situação singular, onde percebemos com clareza as impossibilidades de Sam e, ao mesmo tempo, vivenciamos através das imagens uma experiência única de paternidade, pautada numa relação carregada de emoção e presença, de participação e doação por parte do pai em relação à filha.
Some-se a tudo isso, a frieza do sistema judiciário norte-americano, onde a justiça despreza pormenores que podem ser decisivos para a solução de um caso traumático de separação entre pai e filha e temos uma idéia da trama do filme. Observem também que o contraponto da experiência vivida por Sam pode ser visto na figura de sua advogada de defesa, Rita Harrison (Michelle Pfeiffer), uma linda e bem sucedida profissional que mal tem tempo para ouvir o que seu filho tem a lhe dizer...
O filme
Sam Dawson (Sean Penn) ajeita nervosamente os saquinhos de adoçante e procura colocá-los em ordem. Todos têm que estar com o rótulo numa determinada direção e, com as palavras em posição que permita que sejam lidas. Essa sua disposição por ordem e arrumação não consegue fazer com que deixemos de perceber que Sam é uma pessoa que apresenta deficiências, visíveis a partir de seus tiques, de sua movimentação e de sua exasperação.
Em seu ambiente de trabalho conseguiu cativar aos colegas e, em sua vida particular, vive rodeado de amigos que, como ele, também apresentam dificuldades advindas de impossibilidades mentais.
Um acontecimento diferenciado, no entanto, marca a vida de Sam para sempre. Ao abrigar uma mulher sem-teto, acaba fazendo com que ela engravide. Cumprido o período de gestação, Sam sai do hospital acompanhado da mãe e com o bebê no colo. A mãe foge e abandona Sam e a recém-nascida. Inicia-se dessa forma uma relação totalmente diferenciada de paternidade.
Sam acolhe e cuida da criança com o auxílio de uma vizinha reclusa (vivida pela experiente Dianne Wiest). Alguns anos passam e a pequena Lucy Diamond Dawson (Dakota Fanning) se torna uma menina esperta e saudável, próxima de completar 7 anos de idade.
Quando a assistência social descobre que Sam (possuidor de idade mental equivalente a de uma criança de 7 anos) está criando a pequena Lucy, inicia-se uma luta judicial pelos direitos de criação e educação da menina. Lucy passa aos cuidados do juizado e, Sam tem que provar, com o auxílio de sua advogada Rita Harrison (Michelle Pfeiffer) que é plenamente capaz de amar e criar Lucy.
Prepare suas emoções! E não esqueça de deixar uma caixa de lenços do lado da poltrona...
Aos professores
1- Provoque a sensibilidade. Pergunte a eles como reagem quando em contato com pessoas que apresentam deficiências físicas ou mentais. Estimule-os a não agir movidos por um sentimento de piedade e, sim, a pensar essa relação como uma oportunidade de crescer, de auxiliar, de aprender e de desenvolver um sentimento verdadeiro de solidariedade. Os estudantes têm que entender que devem ajudar as pessoas deficientes a construir uma auto-estima positiva e de valorização pessoal e não de misericórdia e compaixão (lástima).
2- Há "uma lição de amor" no filme dada por Sam aos pais e mães que tanto se preocupam com a manutenção material de seus filhos e deixam de lado a afeição, a proximidade e a atenção que as crianças pedem, praticamente demandam e necessitam cotidianamente de seus pais. Temos prestado muito pouca atenção a isso e, as conseqüências futuras desse descaso podem ser percebidas e interpretadas a partir de atos de violência, apego às drogas, dificuldades de socialização, desinteresse pelos estudos e tantas outras situações. É preferível antecipar-se a problemas como esses a ter que remediá-los posteriormente!
3- Como o judiciário brasileiro reagiria diante de uma situação como essa? O filme pode servir como fio condutor de uma pesquisa de campo, com entrevistas a juízes, promotores e advogados ou ainda, consulta a códigos legais relativos a questão de família. Pode-se ainda questionar até que ponto nossos valores e orientações de base cristã católica nos levariam a agir de outra maneira no que se refere à situação apresentada no filme.
4- Traçar um paralelo entre os personagens de Sam (Sean Penn) e Rita Harrison (Michelle Pfeiffer) nos leva a pensar a respeito do caos que se instaura em nossas vidas em virtude do ritmo acelerado e do excesso de compromissos com os quais estamos envolvidos. Deixamos de lado nossa inocência e nossa meninice para assumirmos responsabilidades, em algum trecho desse caminho acabamos perdendo o rumo e deixamos de sorrir, de nos sensibilizar, de amar com intensidade, de nos divertir...
Obs.: A trilha sonora do filme é recheada de sucessos inesquecíveis dos Beatles, que serviram de inspiração para a vida do personagem Sam e o estimularam a dar o nome Lucy Diamond a sua filha (título de uma das mais famosas canções do mais conhecido grupo de rock de todos os tempos, "Lucy in the Sky with Diamonds", que serviria de mensagem cifrada para LSD, ou seja, ácido lisérgico, droga das mais pesadas, utilizada com certa freqüência durante os anos 1960 e 1970).
Ficha Técnica
Uma lição de amor
(I am Sam)
País/Ano de produção:- EUA, 2001
Duração/Gênero:- 133 min., Drama
Disponível em VHS e DVD
Direção de Jessie Nelson
Roteiro de Jessie Nelson e Kristine Johnson
Elenco:- Sean Penn, Michelle Pfeiffer, Dianne Wiest,
Laura Dern, Dakota Fanning, Joseph Rosenberg, Brad Silverman.
Fonte:
http://www.autismo-br.com.br/
Organização: Aparecida Barony Lage Costa
Pais de origem: EUA
Produtora: Marshall Herskovitz, Jessie Nelson, Richard Solomon, Edward Zwick
Diretor: Jessie Nelson
Ano de lançamento: 22 de Março de 2002
Duração: 132 minutos
Artistas principais: Sean Penn, Michelle Pfeiffer, Dakota Fanning, Dianne Wiest, Loretta De
Estilo: Drama
SINOPSE:
Sam (Sean Penn) é um homem com problemas mentais que tenta recuperar a guarda de Lucy (Dakota Fanning), sua filha de sete anos. A menina é intelectualmente superior ao pai e por isso ele perdeu a guarda da filha e os dois vivem separados. Uma advogada (Michelle Pfeiffer) acredita que Sam pode cuidar de sua filha e resolve defendê-lo, o que se torna um desafio para sua carreira e uma lição sobre a instituição familiar._O filme não trata do diagnóstico do Sam , mas este apresenta vários sintomas do autismo .
REFLEXÃO:
Se nos lembrarmos que na Antiguidade Clássica, particularmente entre os romanos, era comum o sacrifício de pessoas que apresentassem deficiências físicas ou mentais, podemos dizer que a sociedade evoluiu, aprimorou-se. Se, por outro lado, imaginarmos que há várias barreiras que ainda não foram transpostas, principalmente aquelas que dizem respeito à forma como os deficientes são encarados e tratados pelas outras pessoas, percebemos que ainda há muitas mudanças a serem implementadas.
O personagem Sam (interpretado de forma tocante por Sean Penn) vive dentro de condições que poderíamos considerar como adequadas no contexto atual, no que tange a uma pessoa deficiente que possui a idade mental equivalente a de uma criança de 7 anos de idade. Tem seu próprio apartamento, está empregado em uma lanchonete onde atua como garçom, recebe seus amigos para assistir vídeos clássicos e cuida de sua filhinha...
O filme nos coloca diante de uma situação singular, onde percebemos com clareza as impossibilidades de Sam e, ao mesmo tempo, vivenciamos através das imagens uma experiência única de paternidade, pautada numa relação carregada de emoção e presença, de participação e doação por parte do pai em relação à filha.
Será que para ser bom pai é preciso ter um desenvolvimento intelectual considerado "normal"?
O que faz a diferença entre a Sam e a sua advogada quanto à forma de educar seus filhos?
Existe fórmula prescrita para ser bom pai?
Uma lição de amor
Emoção a flor da pele
Sean Penn é um dos atores mais talentosos de sua geração. Não bastasse todo o talento que possui enquanto ator, Penn é uma das personalidades mais ativas e destacadas em termos de posicionamentos políticos que ousam desafiar a ordem estabelecida, opondo-se a direcionamentos e atitudes do governo americano e, colocando em risco suas economias para bancar projetos cinematográficos nos quais acredita.
"Uma lição de amor" vem comprovar a coerência de Penn, tanto por seu talento dramático (numa atuação que lhe valeu indicação ao Oscar) quanto por sua dedicação a causas justas, com as quais se identifica.
Se nos lembrarmos que na Antiguidade Clássica, particularmente entre os romanos, era comum o sacrifício de pessoas que apresentassem deficiências físicas ou mentais, podemos dizer que a sociedade evoluiu, aprimorou-se. Se, por outro lado, imaginarmos que há várias barreiras que ainda não foram transpostas, principalmente aquelas que dizem respeito à forma como os deficientes são encarados e tratados pelas outras pessoas, percebemos que ainda há muitas mudanças a serem implementadas.
O personagem Sam (interpretado de forma tocante por Sean Penn) vive dentro de condições que poderíamos considerar como adequadas no contexto atual, no que tange a uma pessoa deficiente que possui a idade mental equivalente a de uma criança de 7 anos de idade. Tem seu próprio apartamento, está empregado em uma lanchonete onde atua como garçom, recebe seus amigos para assistir vídeos clássicos e cuida de sua filhinha...
É justamente nesse ponto que as autoridades resolvem interferir, partindo do princípio de que Sam (Penn) seria incapaz de resolver os problemas e criar adequadamente a menina, especialmente a partir do momento em que ela ultrapassasse a capacidade mental do pai (o que ela estava prestes a fazer). A assistência social resolve tirar-lhe a guarda da criança e privar-lhe do direito de pleno exercício da paternidade respaldando-se na tese de que Sam é deficiente mental.
O filme nos coloca diante de uma situação singular, onde percebemos com clareza as impossibilidades de Sam e, ao mesmo tempo, vivenciamos através das imagens uma experiência única de paternidade, pautada numa relação carregada de emoção e presença, de participação e doação por parte do pai em relação à filha.
Some-se a tudo isso, a frieza do sistema judiciário norte-americano, onde a justiça despreza pormenores que podem ser decisivos para a solução de um caso traumático de separação entre pai e filha e temos uma idéia da trama do filme. Observem também que o contraponto da experiência vivida por Sam pode ser visto na figura de sua advogada de defesa, Rita Harrison (Michelle Pfeiffer), uma linda e bem sucedida profissional que mal tem tempo para ouvir o que seu filho tem a lhe dizer...
O filme
Sam Dawson (Sean Penn) ajeita nervosamente os saquinhos de adoçante e procura colocá-los em ordem. Todos têm que estar com o rótulo numa determinada direção e, com as palavras em posição que permita que sejam lidas. Essa sua disposição por ordem e arrumação não consegue fazer com que deixemos de perceber que Sam é uma pessoa que apresenta deficiências, visíveis a partir de seus tiques, de sua movimentação e de sua exasperação.
Em seu ambiente de trabalho conseguiu cativar aos colegas e, em sua vida particular, vive rodeado de amigos que, como ele, também apresentam dificuldades advindas de impossibilidades mentais.
Um acontecimento diferenciado, no entanto, marca a vida de Sam para sempre. Ao abrigar uma mulher sem-teto, acaba fazendo com que ela engravide. Cumprido o período de gestação, Sam sai do hospital acompanhado da mãe e com o bebê no colo. A mãe foge e abandona Sam e a recém-nascida. Inicia-se dessa forma uma relação totalmente diferenciada de paternidade.
Sam acolhe e cuida da criança com o auxílio de uma vizinha reclusa (vivida pela experiente Dianne Wiest). Alguns anos passam e a pequena Lucy Diamond Dawson (Dakota Fanning) se torna uma menina esperta e saudável, próxima de completar 7 anos de idade.
Quando a assistência social descobre que Sam (possuidor de idade mental equivalente a de uma criança de 7 anos) está criando a pequena Lucy, inicia-se uma luta judicial pelos direitos de criação e educação da menina. Lucy passa aos cuidados do juizado e, Sam tem que provar, com o auxílio de sua advogada Rita Harrison (Michelle Pfeiffer) que é plenamente capaz de amar e criar Lucy.
Prepare suas emoções! E não esqueça de deixar uma caixa de lenços do lado da poltrona...
Aos professores
1- Provoque a sensibilidade. Pergunte a eles como reagem quando em contato com pessoas que apresentam deficiências físicas ou mentais. Estimule-os a não agir movidos por um sentimento de piedade e, sim, a pensar essa relação como uma oportunidade de crescer, de auxiliar, de aprender e de desenvolver um sentimento verdadeiro de solidariedade. Os estudantes têm que entender que devem ajudar as pessoas deficientes a construir uma auto-estima positiva e de valorização pessoal e não de misericórdia e compaixão (lástima).
2- Há "uma lição de amor" no filme dada por Sam aos pais e mães que tanto se preocupam com a manutenção material de seus filhos e deixam de lado a afeição, a proximidade e a atenção que as crianças pedem, praticamente demandam e necessitam cotidianamente de seus pais. Temos prestado muito pouca atenção a isso e, as conseqüências futuras desse descaso podem ser percebidas e interpretadas a partir de atos de violência, apego às drogas, dificuldades de socialização, desinteresse pelos estudos e tantas outras situações. É preferível antecipar-se a problemas como esses a ter que remediá-los posteriormente!
3- Como o judiciário brasileiro reagiria diante de uma situação como essa? O filme pode servir como fio condutor de uma pesquisa de campo, com entrevistas a juízes, promotores e advogados ou ainda, consulta a códigos legais relativos a questão de família. Pode-se ainda questionar até que ponto nossos valores e orientações de base cristã católica nos levariam a agir de outra maneira no que se refere à situação apresentada no filme.
4- Traçar um paralelo entre os personagens de Sam (Sean Penn) e Rita Harrison (Michelle Pfeiffer) nos leva a pensar a respeito do caos que se instaura em nossas vidas em virtude do ritmo acelerado e do excesso de compromissos com os quais estamos envolvidos. Deixamos de lado nossa inocência e nossa meninice para assumirmos responsabilidades, em algum trecho desse caminho acabamos perdendo o rumo e deixamos de sorrir, de nos sensibilizar, de amar com intensidade, de nos divertir...
Obs.: A trilha sonora do filme é recheada de sucessos inesquecíveis dos Beatles, que serviram de inspiração para a vida do personagem Sam e o estimularam a dar o nome Lucy Diamond a sua filha (título de uma das mais famosas canções do mais conhecido grupo de rock de todos os tempos, "Lucy in the Sky with Diamonds", que serviria de mensagem cifrada para LSD, ou seja, ácido lisérgico, droga das mais pesadas, utilizada com certa freqüência durante os anos 1960 e 1970).
Ficha Técnica
Uma lição de amor
(I am Sam)
País/Ano de produção:- EUA, 2001
Duração/Gênero:- 133 min., Drama
Disponível em VHS e DVD
Direção de Jessie Nelson
Roteiro de Jessie Nelson e Kristine Johnson
Elenco:- Sean Penn, Michelle Pfeiffer, Dianne Wiest,
Laura Dern, Dakota Fanning, Joseph Rosenberg, Brad Silverman.
sábado, 21 de novembro de 2009
O CASAMENTO DA BRUXA ONILDA
Proposta para trabalhar o Hallowen
Aproveitando os estudos sobre Hallowen, bruxas e outros textos este foi escolhido para ser interpretado por alunos do 2o ano do 1o ciclo da E. M. Monteiro Lobato, João Monlevade. Quando o lobisomen entrou utilizei o início da música Triller de Michael Jackson e na hora do casamento tocou mais um pouquinho, para encerrar as crianças dançaram ao som da música Bruxinha Bonitinha do Balão Mágico.
Foi um sucesso!
O CASAMENTO DA BRUXA ONILDA
Quando jovem, eu era uma mulher lindíssima. Andava sempre muito elegante e, por isso, tinha muitos pretendentes.
Um dia, varrendo a casa pra cá e pra lá, achei uma moeda de ouro.
Primeiro, pensei em vendê-la e depositar o dinheiro na Caderneta de Poupança, mas logo desisti. Achei melhor comprar alguma coisa que me deixasse ficar mais bonita. Eu era tão convencida!
E foi o que fiz. Comprei um grande laço azul da cor do céu e o amarrei na ponta do chapéu.
Resolvi fazer uma faxina geral na casa para deixá-la brilhando como eu. Comecei pelos vidros da porta da frente para que todos pudessem ver como eu estava bonita. Estava quase terminando, quando apareceu um esqueleto – vocês sabem que nós, as bruxas, temos umas amizades meio esquisitas... só de me ver, ficou apaixonado e fez uma declaração de amor. Disse que era bom partido, que comia pouco e que estava louco por meus ossos. Só impôs uma condição: que não tivéssemos cachorro em casa, pois de cachorro ele morria de medo!
Nem dei bola pra ele! Sei lá!... Era magro demais e, além disso, não gosto de carecas.
Mais tarde, quando passava o aspirador de pó nos tapetes, apareceu um fantasma, que também estava apaixonado por mim e se declarou dizendo: UUUUHH! Mas o coitado não teve sorte: o aspirador engoliu o lençol dele. E ele, tímido como era, ficou vermelho de vergonha e desapareceu dizendo: UUUHH!
Estava no jardim varrendo as folhas secas, quando, por detrás das árvores iluminadas pelo luar, apareceu um lobisomem. Ele também queria casar comigo, mas eu disse não. Sabem por quê? Lobisomem só aparece em noites de lua cheia e, desse jeito, a gente só iria se ver uma vez por mês.
Finalmente, quando estava estendendo a roupa lavada no varal, ouvi alguém assobiar para mim, cheio de admiração. Era um jovem muuuiiito interessante, que vinha com uma flor na mão. Disse que se chamava Bruxo Pedrusco Pardusco e que, só de me ver, tinha ficado perdidamente apaixonado e queria casar o quanto antes. Aí, não resisti e disse sim.
E. Larreula e R. Capdevila. O casamento da Bruxa Onilda. Editora Scipione, São Paulo
Aproveitando os estudos sobre Hallowen, bruxas e outros textos este foi escolhido para ser interpretado por alunos do 2o ano do 1o ciclo da E. M. Monteiro Lobato, João Monlevade. Quando o lobisomen entrou utilizei o início da música Triller de Michael Jackson e na hora do casamento tocou mais um pouquinho, para encerrar as crianças dançaram ao som da música Bruxinha Bonitinha do Balão Mágico.
Foi um sucesso!
O CASAMENTO DA BRUXA ONILDA
Quando jovem, eu era uma mulher lindíssima. Andava sempre muito elegante e, por isso, tinha muitos pretendentes.
Um dia, varrendo a casa pra cá e pra lá, achei uma moeda de ouro.
Primeiro, pensei em vendê-la e depositar o dinheiro na Caderneta de Poupança, mas logo desisti. Achei melhor comprar alguma coisa que me deixasse ficar mais bonita. Eu era tão convencida!
E foi o que fiz. Comprei um grande laço azul da cor do céu e o amarrei na ponta do chapéu.
Resolvi fazer uma faxina geral na casa para deixá-la brilhando como eu. Comecei pelos vidros da porta da frente para que todos pudessem ver como eu estava bonita. Estava quase terminando, quando apareceu um esqueleto – vocês sabem que nós, as bruxas, temos umas amizades meio esquisitas... só de me ver, ficou apaixonado e fez uma declaração de amor. Disse que era bom partido, que comia pouco e que estava louco por meus ossos. Só impôs uma condição: que não tivéssemos cachorro em casa, pois de cachorro ele morria de medo!
Nem dei bola pra ele! Sei lá!... Era magro demais e, além disso, não gosto de carecas.
Mais tarde, quando passava o aspirador de pó nos tapetes, apareceu um fantasma, que também estava apaixonado por mim e se declarou dizendo: UUUUHH! Mas o coitado não teve sorte: o aspirador engoliu o lençol dele. E ele, tímido como era, ficou vermelho de vergonha e desapareceu dizendo: UUUHH!
Estava no jardim varrendo as folhas secas, quando, por detrás das árvores iluminadas pelo luar, apareceu um lobisomem. Ele também queria casar comigo, mas eu disse não. Sabem por quê? Lobisomem só aparece em noites de lua cheia e, desse jeito, a gente só iria se ver uma vez por mês.
Finalmente, quando estava estendendo a roupa lavada no varal, ouvi alguém assobiar para mim, cheio de admiração. Era um jovem muuuiiito interessante, que vinha com uma flor na mão. Disse que se chamava Bruxo Pedrusco Pardusco e que, só de me ver, tinha ficado perdidamente apaixonado e queria casar o quanto antes. Aí, não resisti e disse sim.
E. Larreula e R. Capdevila. O casamento da Bruxa Onilda. Editora Scipione, São Paulo
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
A arte de fomar-se
Palestrante: João Collares
Organização: Aparecida Barony Lage Costa
Algumas máximas que considero relevantes apresentados nesta palestra no I Congresso Internacional na cidade de João Monlevade (MG)
"Todo mundo tem arte no corpo, na roupa, no alimento, no designer do carro..."
"Cada um de nós dá o que tem".
"Nada na vida acontece por acaso, mas por uma causa".
Como gerenciar o seu programa, passado foi ontem, se alguém te magoou - perdoe, o futuro não aconteceu, não existe, e o presente é o agora.
"Não precisa ser Natal. Todos os dias Deus nos dá de presente A VIDA, agradeça pelos olhos que vêem, por sua sanidade mental, pela audição, pelo tato, os presentes materiais gastam com o tempo, o que Deus nos oferece é para sempre".
"Deus nos deu uma missão: lapidar vidas humanas"
Educação é feita de:
objetivos
conteúdos
estratégias
avaliação
"Muitas vezes queimamos porque não ficamos calados, calar é sinal de inteligência".
Para saber mais: João Colares
Organização: Aparecida Barony Lage Costa
Algumas máximas que considero relevantes apresentados nesta palestra no I Congresso Internacional na cidade de João Monlevade (MG)
"Todo mundo tem arte no corpo, na roupa, no alimento, no designer do carro..."
"Cada um de nós dá o que tem".
"Nada na vida acontece por acaso, mas por uma causa".
Como gerenciar o seu programa, passado foi ontem, se alguém te magoou - perdoe, o futuro não aconteceu, não existe, e o presente é o agora.
"Não precisa ser Natal. Todos os dias Deus nos dá de presente A VIDA, agradeça pelos olhos que vêem, por sua sanidade mental, pela audição, pelo tato, os presentes materiais gastam com o tempo, o que Deus nos oferece é para sempre".
"Deus nos deu uma missão: lapidar vidas humanas"
Educação é feita de:
objetivos
conteúdos
estratégias
avaliação
"Muitas vezes queimamos porque não ficamos calados, calar é sinal de inteligência".
Para saber mais: João Colares
domingo, 11 de outubro de 2009
Parte 2 - Caderno 2 Ceale
Os quadros estão em powerpoint - envie um email para cidabarony@gmail.com que enviarei a vc.
domingo, 27 de setembro de 2009
CADERNO 2 – 1ª PARTE
Organização: Aparecida Barony Lage Costa
Pedagoga – Escola M. Monteiro Lobato – João Monlevade
ALFABETIZANDO - Orientações para a organização do ciclo inicial de alfabetização - Ensino Fundamental de Nove Anos
OBJETIVOS DESTE CADERNO:
Definir e sistematizar capacidades lingüísticas relevantes a serem atingidas pelas crianças ao longo do Ciclo Inicial de Alfabetização, no contexto de um Ensino Fundamental de Nove Anos, proposto para o Estado de Minas Gerais.
Oferecer à reflexão e discussão do professor alfabetizador uma indicação daquilo que cada criança precisa ser capaz de realizar, progressivamente, nos diferentes períodos desse Ciclo.
AS CAPACIDADES DELINEADAS NESTE CADERNO SÃO O EIXO CONDUTOR PARA:
Caderno 3 - “Preparando a Escola”
Caderno 4 - “Acompanhando e Avaliando”
O FOCO DESTA PROPOSTA:
A apropriação, pelo aluno do Ciclo Inicial de Alfabetização, do sistema alfabético e de capacidades necessárias:
à leitura e à produção de textos escritos;
à compreensão e produção de textos orais, em situações de uso público da língua.
O desenvolvimento das capacidades lingüísticas de ler e escrever, falar e ouvir, com compreensão, em situações diferentes das familiares não acontece espontaneamente, portanto, elas precisam ser ensinadas.
ESTA PROPOSTA BUSCA:
Possibilitar ao professor uma visualização mais clara dos objetivos de seu trabalho em sala de aula e das metas que deve procurar atingir.
O aprendizado e a progressão da criança dependem do:
DO processo por ela desenvolvido,
do patamar em que ela se encontra,
das possibilidades que o ambiente escolar lhe propiciar.
ESTA PROPOSTA VALORIZA:
Os critérios capazes de sinalizar progressivos avanços no processo de alfabetização. As capacidades apontadas não constituem etapas a serem observadas numa cadeia linear. Elas são simultâneas e exercem influência umas sobre as outras.
A descrição de capacidades “observáveis” auxilia o professor a definir o que deverá ser:
introduzido, levando o aluno a se familiarizar com conteúdos e conhecimentos (I);
trabalhado sistematicamente (T);
consolidado e sedimentado (C);
retomado, quando necessário (R).
CONCEPÇÃO DE LÍNGUA ADOTADA:
A língua é um sistema discursivo, que tem origem na interlocução e se organiza para funcionar na interlocução (inter+locução = ação lingüística entre sujeitos). Por isso, o trabalho em sala de aula deve se organizar em torno do uso e privilegiar a reflexão dos alunos sobre as diferentes possibilidades de emprego da língua, nas práticas de leitura e escrita, fala e escuta.
CONCEPÇÕES DE ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO:
Alfabetização é o processo específico e indispensável de apropriação do sistema de escrita, a conquista dos princípios alfabético e ortográfico, que possibilita ao aluno ler e escrever com autonomia
Letramento é o processo de inserção na cultura escrita, que tem início quando a criança começa a conviver com as diferentes manifestações da escrita na sociedade e se amplia por toda a vida, com a participação nas práticas sociais que envolvem a língua escrita.
DE ACORDO COM ESTE CADERNO ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO:
**são processos diferentes (cada um com suas especificidades),
**são complementares e inseparáveis, são ambos indispensáveis
DESAFIO:
Conciliar esses dois processos, assegurando aos alunos a apropriação do sistema alfabético-ortográfico e a plena condição de uso da língua nas práticas sociais de leitura e escrita.
OS EIXOS DESTA PROPOSTA:
compreensão e valorização da cultura escrita;
apropriação do sistema de escrita;
leitura;
produção de textos escritos;
desenvolvimento da oralidade.
A 2ª PARTE DESTE CADERNO APRESENTA:
quadros (distribuição das capacidades nos 3 anos do Ciclo: gradação dos tons de cinza + Introduzir ou Retomar; Trabalhar; Consolidar);
verbetes (descrição da capacidade, explicação de sua importância e exemplos de atividades);
boxes (remissões e comentários).
Organização: Aparecida Barony Lage Costa
Pedagoga – Escola M. Monteiro Lobato – João Monlevade
ALFABETIZANDO - Orientações para a organização do ciclo inicial de alfabetização - Ensino Fundamental de Nove Anos
OBJETIVOS DESTE CADERNO:
Definir e sistematizar capacidades lingüísticas relevantes a serem atingidas pelas crianças ao longo do Ciclo Inicial de Alfabetização, no contexto de um Ensino Fundamental de Nove Anos, proposto para o Estado de Minas Gerais.
Oferecer à reflexão e discussão do professor alfabetizador uma indicação daquilo que cada criança precisa ser capaz de realizar, progressivamente, nos diferentes períodos desse Ciclo.
AS CAPACIDADES DELINEADAS NESTE CADERNO SÃO O EIXO CONDUTOR PARA:
Caderno 3 - “Preparando a Escola”
Caderno 4 - “Acompanhando e Avaliando”
O FOCO DESTA PROPOSTA:
A apropriação, pelo aluno do Ciclo Inicial de Alfabetização, do sistema alfabético e de capacidades necessárias:
à leitura e à produção de textos escritos;
à compreensão e produção de textos orais, em situações de uso público da língua.
O desenvolvimento das capacidades lingüísticas de ler e escrever, falar e ouvir, com compreensão, em situações diferentes das familiares não acontece espontaneamente, portanto, elas precisam ser ensinadas.
ESTA PROPOSTA BUSCA:
Possibilitar ao professor uma visualização mais clara dos objetivos de seu trabalho em sala de aula e das metas que deve procurar atingir.
O aprendizado e a progressão da criança dependem do:
DO processo por ela desenvolvido,
do patamar em que ela se encontra,
das possibilidades que o ambiente escolar lhe propiciar.
ESTA PROPOSTA VALORIZA:
Os critérios capazes de sinalizar progressivos avanços no processo de alfabetização. As capacidades apontadas não constituem etapas a serem observadas numa cadeia linear. Elas são simultâneas e exercem influência umas sobre as outras.
A descrição de capacidades “observáveis” auxilia o professor a definir o que deverá ser:
introduzido, levando o aluno a se familiarizar com conteúdos e conhecimentos (I);
trabalhado sistematicamente (T);
consolidado e sedimentado (C);
retomado, quando necessário (R).
CONCEPÇÃO DE LÍNGUA ADOTADA:
A língua é um sistema discursivo, que tem origem na interlocução e se organiza para funcionar na interlocução (inter+locução = ação lingüística entre sujeitos). Por isso, o trabalho em sala de aula deve se organizar em torno do uso e privilegiar a reflexão dos alunos sobre as diferentes possibilidades de emprego da língua, nas práticas de leitura e escrita, fala e escuta.
CONCEPÇÕES DE ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO:
Alfabetização é o processo específico e indispensável de apropriação do sistema de escrita, a conquista dos princípios alfabético e ortográfico, que possibilita ao aluno ler e escrever com autonomia
Letramento é o processo de inserção na cultura escrita, que tem início quando a criança começa a conviver com as diferentes manifestações da escrita na sociedade e se amplia por toda a vida, com a participação nas práticas sociais que envolvem a língua escrita.
DE ACORDO COM ESTE CADERNO ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO:
**são processos diferentes (cada um com suas especificidades),
**são complementares e inseparáveis, são ambos indispensáveis
DESAFIO:
Conciliar esses dois processos, assegurando aos alunos a apropriação do sistema alfabético-ortográfico e a plena condição de uso da língua nas práticas sociais de leitura e escrita.
OS EIXOS DESTA PROPOSTA:
compreensão e valorização da cultura escrita;
apropriação do sistema de escrita;
leitura;
produção de textos escritos;
desenvolvimento da oralidade.
A 2ª PARTE DESTE CADERNO APRESENTA:
quadros (distribuição das capacidades nos 3 anos do Ciclo: gradação dos tons de cinza + Introduzir ou Retomar; Trabalhar; Consolidar);
verbetes (descrição da capacidade, explicação de sua importância e exemplos de atividades);
boxes (remissões e comentários).
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Plano de Aula - Fábula O Pastorzinho e o Lobo
PLANO DE AULA DE ACORDO COM MATRIZ SAEB 2001
ELABORAÇÃO: APARECIDA BARONY LAGE COSTA
DATA: 08/9/09
FÁBULA: O PASTORZINHO E O LOBO
OBJETIVOS:
• Retomar e aprofundar o trabalho com o gênero textual fábula.
• Favorecer a reescrita de um texto conhecido.
• Retomar e aprofundar o trabalho com uso do dicionário
1º MOMENTO:
Formar 5 círculos com grupos de 4 alunos.
Apresentar aos alunos, em uma faixa, o nome da fábula: O Pastorzinho e o Lobo
A partir do título, fazer uma sondagem:
• o que faz um pastor;
• onde poderá acontecer esta história;
• quem serão as personagens;
• o que irá acontecer na história;
• qual será o final da história para o Pastorzinho;
• qual será o final para o Lobo;
• qual o gênero textual que estaremos trabalhando;
• Quais as outras fábulas conhecem e já estudamos;
• Quais as características de uma fábula.
2º MOMENTO:
Apresentar a leitura em xerox , para leitura individual e silenciosa.
3º MOMENTO:
Leitura pelo professor.
4º MOMENTO:
Solicitar que alguns alunos façam a leitura, acompanhando os demais.
5º MOMENTO:
Realização da atividade de escrita, conforme Xerox.
6º MOMENTO:
Preparar para reconto e reescrita na 6ª feira.
Lá para aqueles lados, na ilha de Samos, na Grécia, havia um menino chamado Pedro. Sua tarefa diária era levar a ovelhada para pastar e, à noitinha, recolher e guiar o re anho para o morro. Ali, o menino juntava-se a outros pastores e descansavam.
Dia após dia... tudo se repetia. As ovelhas, o cão, os pastores. Tudo igual, tudo igual. Que monotonia!
Num certo dia, o menino repentinamente gritou:
____ Looooooobo! Loooooooooobo!
Todos largaram seus afazeres e armados de paus correram em direção aos gritos do menino. O cão que guardava as ovelhas num sobressalto agitou-se e rosnou. As ovelhas baliram desesperadamente.
Os homens perguntaram ao menino:
___ Onde está ele? É feroz? Está faminto?
Pedro, perspicaz, respondeu:
___ Era muito grande, enorme! Amarelo-amarronzado! Eu o despistei! Eu o afugentei!
Todos, muito agradecidos, saudaram o pastorzinho.
Mas no dia seguinte... As nuvens continuavam passeando calmamente, as ovelhas mastigando, o cachorro ressonando ao sol, as poucas pessoas do vilarejo caminhando lentamente de cá para lá, de lá para cá...
____ Looooooobo! ___ o menino gritou bem alto.
A ovelhada baliu, o ovelheiro latiu, o povo todo subiu o morro, munido de pedaços de paus.
____ Cadê ele? Cadê? ____ Olharam ao redor e nada viram. Homens e mulheres voltaram aos seus afazeres, desconfiados e pensativos.
Após alguns dias, o menino resolveu divertir-se novamente. Gritou com todas as letras e bem mais alto:
____ Loooooooooooooooooooobo! Loooooooooooobo!
As ovelhas continuaram mastigando, as nuvens passeando calmamente, o cão ressonou em sonhos tranqüilos. Ninguém se moveu.
De repente, com um movimento brusco, o cachorro rosnou, seus pelos arrepiaram-se e as orelhas ficaram em pé. As ovelhas, amedrontadas, agitaram-se e tentaram se agrupar.
O menino viu um grande e ameaçador lobo amarelo-amarronzado. O lobo se aproximou, chegou mais perto, mais perto e o menino gritando:
____ Lobo! Lobo! Socorro! Lo...
Nada aconteceu. Ninguém apareceu. O menino correu para cima de uma árvore, o cachorro fugiu e as ovelhas... as ovelhas viraram alimento de lobo.
No dia seguinte, não havia ovelha para contar a história, só o menino que lá de cima da árvore soluçava:
___ Nunca mais vou gritar lobo! Nunca mais!
Texto recontado pelas autoras, a partir de Esopo.
I – PROCEDIMENTOS DE LEITURA
Descritor: Localizar informações explícitas em um texto.
1. Releia o primeiro parágrafo do texto e responda:
a) Que personagem é apresentada?
b) O que faz essa personagem?
c) Onde se passa a história?
Descritor: Inferir o sentido de uma palavra ou expressão.
2. Releia o segundo parágrafo.
“Dia após dia... tudo se repetia. As ovelhas, o cão, os pastores.
Tudo igual, tudo igual. Que monotonia!”
Que expressões desse trecho combinam com o significado da palavra monotonia?
(___) tudo se transformava
(___) todo dia uma surpresa
(___) cada uma fazia uma coisa
(___) tudo se repetia
Descritor: Inferir uma informação implícita em um texto.
“Todos largaram seus afazeres e armados de paus correram em direção aos gritos do menino.”
A palavra “afazeres” quer dizer:
(___) alimento
(___) trabalho
(___) brincadeira
(___) tipo de agrado
Descritor: Identificar o tema de um texto.
Este texto fala sobre:
(___) um lobo que gostava de caçar ovelhas
(___) um pastor que mentiu para brincar com os outros
(___) uma ovelha que correu do lobo
(___) um pastor que não gostava de ovelhas
II – IMPLICAÇÕES DO SUPORTE, GÊNERO E/OU ENUNCIADOR NA COMPREENSÃO DO TEXTO.
Descritor: Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros.
O texto “O pastorzinho e o lobo” procura ensinar que:
(___) Os pastores cuidam bem das ovelhas e as deixam pelos campos
(___) As ovelhas têm medo de pastor
(___) As pessoas que têm o hábito de mentir ficam desacreditadas
(___) O lobo é amigo do pastor
III – COERÊNCIA E COESÃO NO PROCESSAMENTO DO TEXTO
Descritor: Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa.
No texto, acontece um fato novo que quebra a monotonia.
a) Que fato foi esse?
Descritor: Estabelecer relação causa/conseqüência entre partes e elementos do texto.
b) A partir desse fato, qual foi a reação:
• das ovelhas?
• Do cachorro?
• Das pessoas do vilarejo?
Descritor: Inferir uma informação implícita em um texto.
Vamos relembrar a reação das pessoas da aldeia quando o pastorzinho gritou lobo pela segunda vez.
“Cadê ele? Cadê? ___ Olharam ao redor e nada viram. Homens e mulheres voltaram aos seus afazeres, desconfiados e pensativos”.
Agora responda: Por que homens e mulheres ficaram desconfiados e pensativos?
IV – RELAÇÕES ENTRE RECURSOS EXPRESSIVOS E FEITOS DE SENTIDO.
Descritor: Identificar o efeito de sentido decorrente do uso da pontuação e de outras notações.
No final da história, o menino resolveu divertir-se novamente e “gritou com todas as letras e bem mais alto: ___ Loooooooooobo! Looooooooooooobo!”
A repetição da letra “o” foi usada nesse texto para indicar:
(___) lobo escreve com “o”
(___) a fala do personagem
(___) que o pastor estava gritando para todos ouvirem
(___) a emoção do pastor
Das morais abaixo, marque aquela que mais A fábula O pastorzinho e o lobo apresenta:
(___) Não faça para os outros aquilo que você não quer que lhe façam.
(___) Devagar se vai ao longe.
(___) Quem tudo quer, tudo perde.
(___) Ninguém acredita em um mentiroso, mesmo quando ele diz a verdade.
ELABORAÇÃO: APARECIDA BARONY LAGE COSTA
DATA: 08/9/09
FÁBULA: O PASTORZINHO E O LOBO
OBJETIVOS:
• Retomar e aprofundar o trabalho com o gênero textual fábula.
• Favorecer a reescrita de um texto conhecido.
• Retomar e aprofundar o trabalho com uso do dicionário
1º MOMENTO:
Formar 5 círculos com grupos de 4 alunos.
Apresentar aos alunos, em uma faixa, o nome da fábula: O Pastorzinho e o Lobo
A partir do título, fazer uma sondagem:
• o que faz um pastor;
• onde poderá acontecer esta história;
• quem serão as personagens;
• o que irá acontecer na história;
• qual será o final da história para o Pastorzinho;
• qual será o final para o Lobo;
• qual o gênero textual que estaremos trabalhando;
• Quais as outras fábulas conhecem e já estudamos;
• Quais as características de uma fábula.
2º MOMENTO:
Apresentar a leitura em xerox , para leitura individual e silenciosa.
3º MOMENTO:
Leitura pelo professor.
4º MOMENTO:
Solicitar que alguns alunos façam a leitura, acompanhando os demais.
5º MOMENTO:
Realização da atividade de escrita, conforme Xerox.
6º MOMENTO:
Preparar para reconto e reescrita na 6ª feira.
Lá para aqueles lados, na ilha de Samos, na Grécia, havia um menino chamado Pedro. Sua tarefa diária era levar a ovelhada para pastar e, à noitinha, recolher e guiar o re anho para o morro. Ali, o menino juntava-se a outros pastores e descansavam.
Dia após dia... tudo se repetia. As ovelhas, o cão, os pastores. Tudo igual, tudo igual. Que monotonia!
Num certo dia, o menino repentinamente gritou:
____ Looooooobo! Loooooooooobo!
Todos largaram seus afazeres e armados de paus correram em direção aos gritos do menino. O cão que guardava as ovelhas num sobressalto agitou-se e rosnou. As ovelhas baliram desesperadamente.
Os homens perguntaram ao menino:
___ Onde está ele? É feroz? Está faminto?
Pedro, perspicaz, respondeu:
___ Era muito grande, enorme! Amarelo-amarronzado! Eu o despistei! Eu o afugentei!
Todos, muito agradecidos, saudaram o pastorzinho.
Mas no dia seguinte... As nuvens continuavam passeando calmamente, as ovelhas mastigando, o cachorro ressonando ao sol, as poucas pessoas do vilarejo caminhando lentamente de cá para lá, de lá para cá...
____ Looooooobo! ___ o menino gritou bem alto.
A ovelhada baliu, o ovelheiro latiu, o povo todo subiu o morro, munido de pedaços de paus.
____ Cadê ele? Cadê? ____ Olharam ao redor e nada viram. Homens e mulheres voltaram aos seus afazeres, desconfiados e pensativos.
Após alguns dias, o menino resolveu divertir-se novamente. Gritou com todas as letras e bem mais alto:
____ Loooooooooooooooooooobo! Loooooooooooobo!
As ovelhas continuaram mastigando, as nuvens passeando calmamente, o cão ressonou em sonhos tranqüilos. Ninguém se moveu.
De repente, com um movimento brusco, o cachorro rosnou, seus pelos arrepiaram-se e as orelhas ficaram em pé. As ovelhas, amedrontadas, agitaram-se e tentaram se agrupar.
O menino viu um grande e ameaçador lobo amarelo-amarronzado. O lobo se aproximou, chegou mais perto, mais perto e o menino gritando:
____ Lobo! Lobo! Socorro! Lo...
Nada aconteceu. Ninguém apareceu. O menino correu para cima de uma árvore, o cachorro fugiu e as ovelhas... as ovelhas viraram alimento de lobo.
No dia seguinte, não havia ovelha para contar a história, só o menino que lá de cima da árvore soluçava:
___ Nunca mais vou gritar lobo! Nunca mais!
Texto recontado pelas autoras, a partir de Esopo.
I – PROCEDIMENTOS DE LEITURA
Descritor: Localizar informações explícitas em um texto.
1. Releia o primeiro parágrafo do texto e responda:
a) Que personagem é apresentada?
b) O que faz essa personagem?
c) Onde se passa a história?
Descritor: Inferir o sentido de uma palavra ou expressão.
2. Releia o segundo parágrafo.
“Dia após dia... tudo se repetia. As ovelhas, o cão, os pastores.
Tudo igual, tudo igual. Que monotonia!”
Que expressões desse trecho combinam com o significado da palavra monotonia?
(___) tudo se transformava
(___) todo dia uma surpresa
(___) cada uma fazia uma coisa
(___) tudo se repetia
Descritor: Inferir uma informação implícita em um texto.
“Todos largaram seus afazeres e armados de paus correram em direção aos gritos do menino.”
A palavra “afazeres” quer dizer:
(___) alimento
(___) trabalho
(___) brincadeira
(___) tipo de agrado
Descritor: Identificar o tema de um texto.
Este texto fala sobre:
(___) um lobo que gostava de caçar ovelhas
(___) um pastor que mentiu para brincar com os outros
(___) uma ovelha que correu do lobo
(___) um pastor que não gostava de ovelhas
II – IMPLICAÇÕES DO SUPORTE, GÊNERO E/OU ENUNCIADOR NA COMPREENSÃO DO TEXTO.
Descritor: Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros.
O texto “O pastorzinho e o lobo” procura ensinar que:
(___) Os pastores cuidam bem das ovelhas e as deixam pelos campos
(___) As ovelhas têm medo de pastor
(___) As pessoas que têm o hábito de mentir ficam desacreditadas
(___) O lobo é amigo do pastor
III – COERÊNCIA E COESÃO NO PROCESSAMENTO DO TEXTO
Descritor: Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa.
No texto, acontece um fato novo que quebra a monotonia.
a) Que fato foi esse?
Descritor: Estabelecer relação causa/conseqüência entre partes e elementos do texto.
b) A partir desse fato, qual foi a reação:
• das ovelhas?
• Do cachorro?
• Das pessoas do vilarejo?
Descritor: Inferir uma informação implícita em um texto.
Vamos relembrar a reação das pessoas da aldeia quando o pastorzinho gritou lobo pela segunda vez.
“Cadê ele? Cadê? ___ Olharam ao redor e nada viram. Homens e mulheres voltaram aos seus afazeres, desconfiados e pensativos”.
Agora responda: Por que homens e mulheres ficaram desconfiados e pensativos?
IV – RELAÇÕES ENTRE RECURSOS EXPRESSIVOS E FEITOS DE SENTIDO.
Descritor: Identificar o efeito de sentido decorrente do uso da pontuação e de outras notações.
No final da história, o menino resolveu divertir-se novamente e “gritou com todas as letras e bem mais alto: ___ Loooooooooobo! Looooooooooooobo!”
A repetição da letra “o” foi usada nesse texto para indicar:
(___) lobo escreve com “o”
(___) a fala do personagem
(___) que o pastor estava gritando para todos ouvirem
(___) a emoção do pastor
Das morais abaixo, marque aquela que mais A fábula O pastorzinho e o lobo apresenta:
(___) Não faça para os outros aquilo que você não quer que lhe façam.
(___) Devagar se vai ao longe.
(___) Quem tudo quer, tudo perde.
(___) Ninguém acredita em um mentiroso, mesmo quando ele diz a verdade.
sábado, 30 de maio de 2009
Situações didáticas envolvendo os níveis de escrita
SITUAÇÕES DIDÁTICAS ENVOLVENDO OS NÍVEIS DE ESCRITA DA ESCRITA PRÉ-SILÁBICA A ESCRITA ALFABÉTICA
Letras do alfabeto: Jogos de alfabeto de materiais e tamanhos diferentes. Letras móveis para o/a aluno/a montar espontaneamente palavras. Bingo e memória de letras. Atividades de escrita com letras.
Nomeação e identificação: Criar tiras com o alfabeto e figuras para serem materiais de consulta.
Análise das formas posições das letras: Atividades de escrita para o/a aluno/a analisar, por exemplo, quantas pontas têm o H, quantas retas e utiliza no traçado do A, M, E, , quantas curvas temas letras C, P, etc.
Valor sonoro – relação letra/som: jogos de memória com figura e letra inicial. Bingo de figuras. Alfabeto vivo.
PALAVRAS
Nome próprio: Crachá com nome e foto ou desenho (auto-retrato feito pelo/a alfabetizando/a).
Montar o nome com letras móveis. Bingo de nomes, de fotos e/ou auto-retrato. Dominó de nomes (letra inicial / nome). Painel de chamada com cartões de nomes.
Análise da lingüística da palavra: Letra inicial e final, número de letras, letras repetidas, vogal, consoante. Atividades de escrita com palavras.
Memorização de palavras significativas: Atividades de escrita. Listas de palavras.
Conservação da escrita de palavras: Atividades de escrita: complete, forca, enigma, “stop”, cruzadinha.Listas de palavras.
FRASES E TEXTOS
Sentido-direção da escrita: Produção coletiva de listas, receitas, bilhetes, recados, etc (sendo o/a professor/a o/a escriba). Ler para o/a alfabetizando/a (apontando sempre onde está lendo).
Vinculação do discurso oral com texto escrito: Leitura de história e reescrita espontânea individual ou produção coletiva. Escrita de história vivida pelos/as alunos/as.
Junção de letras na formação das sílabas: Listas de palavras. Atividades de escrita: complete, forca, enigma, “stop”, cruzadinha.
ESCRITA PRE-SILÁBICA
Iniciar pelos nomes dos/as alfabetizando/as escritos em crachás, listados no quadro e/ou em cartazes.
Trabalhar com textos conhecidos de memória, para ajudar na conservação da escrita.
Identificar o próprio nome e depois o de cada colega, percebendo que nomes maiores podem pertencer às crianças menores e vice-versa;
Organizar os nomes em ordem alfabética, ou em “galerias” ilustradas com retratos ou desenhos;
Criar jogos com os nomes: “lá vai a barquinha”, dominó, memória, boliche, bingo;
Fazer contagem das letras e confronto dos nomes;
Confeccionar gráficos de colunas com os nomes seriados em ordem de tamanho (número de letras).
Fazer estas mesmas atividades utilizando palavras do universo dos/as alfabetizandos/ as: rótulos de produtos conhecidos ou recortes de revistas (propagandas, títulos, palavras conhecidas).
Classificar os nomes pelo som ou letra inicial, pelo número de letras, registrandoas;
ESCRITA SILÁBICA
Fazer listas e ditados variados (de alfabetizandos/ as ausentes e/ou presentes, de livros de histórias, de ingredientes para uma receita, nomes de animais, questões para um projeto).
Trabalhar com textos conhecidos de memória, para ajudar na conservação da escrita.
Ditado de palavras do texto.
Análise oral e escrita do número de sílaba, sílaba inicial e final das palavras do texto.
Lista de palavras com a mesma silaba final ou inicial;
Escrever palavras dado a letra inicial;
Ligar desenho a primeira letra da palavra;
Usar jogos e brincadeiras (forca, cruzadinhas, caça-palavras);
Organizar supermercados e feiras; fazer “dicionário” ilustrado com as palavras aprendidas, diário da turma, relatórios de atividades ou projetos com ilustrações e legendas;
Propor atividades em dupla (um dita e outro escreve), para reescrita de notícias, histórias, pesquisas, canções, parlendas e trava-línguas.
Produção de textos, ditados, listas.
ESCRITA
SILÁBICAALFABÉTICA
Ordenar frases do texto;
Completar frases, palavras, sílabas e letras das palavras do texto;
Dividir palavras em sílabas;
Formar palavras a partir de sílabas;
Ligar palavras ao número de sílabas;
Produção de textos, ditados, listas.
ESCRITA ALFABÉTICA
Investir em conversas e debates diários.
Possibilitar o uso de estratégias de leitura, além da decodificação.
Considerar o “erro” como construtivo e parte do processo de aprendizagem.
Produção coletiva de diversos tipos de textos.
Análise lingüística das palavras.
Reescrita de texto (individual / coletiva).
Revisão de texto.
Atividades de escrita: complete, forca, enigma, stop, cruzadinha, lacunado, caça-palavra.
Copiar palavras inteiras;
Contar número de letra ou palavra de uma frase;
Pintar intervalos entre as palavras;
Completar letras que faltam de uma palavra;
Ligar palavras ao número de letras e a letra inicial;
Circular ou marcar letra inicial ou final;
Circular ou marcar letras iguais ao seu nome ou palavra chave.
Produção de textos, ditados, listas.
OBSERVAÇÃO
É de fundamental importância que o/a professor: Iniciar o processo de alfabetização com textos que os/as alfabetizando/as conheçam de memória, para ajudar na conservação da escrita e na relação entre o escrito e o falado. Ele/a deverá sugerir que as crianças acompanhem a leitura com o dedo, apontando palavra por palavra.
Trabalhar com modelos estáveis de escrita, como, por exemplo, lista de palavras do texto, para que se possa conservar a escrita. Fazer sempre a análise e a reflexão lingüística das palavras, confrontando as hipóteses de escrita dos/as alfabetizandos/as com a escrita convencional, ou seja, entre o padrão oral e o padrão escrito.
Propiciar atos de leitura e escrita para as crianças para que elas aprendam ler lendo e a escrever escrevendo, por meio de atividades significativas e contextualizadas. Elas deverão ler textos mesmo quando ainda não sabem ler convencionalmente, apoiando-se inicialmente na memória e ilustração.
Trabalhar em pequenas equipes, agrupando os/as alfabetizandos/as conforme os níveis próximos de escrita. Isto garante que crianças com diferentes níveis possam confrontar suas hipóteses, gerando conflitos cognitivos e avanços conceituais.
Propor atividades, por meio de situações problemas, que as crianças possam resolver e colocar em jogo o que sabem, para aprender o que ainda não sabem. Isto garantirá o trabalho com a auto-estima e o autoconceito dos/as alfabetizandos/as, que são imprescindíveis para o processo de aprendizagem. Porém, evitar que crianças com o mesmo nível de escrita sejam agrupadas entre si, já que a intenção do agrupamento heterogêneo é interação e a troca de conhecimentos entre os/as alfabetizandos/as com diferentes hipóteses de escrita.
Na sala de aula deve conter: cartazes com o alfabeto escrito em letras maiúsculas e minúsculas, cursiva e bastão; só com as vogais, só com as consoantes; com os números; com o nome da escola e do/a professor/a; Listas com os nomes dos/as alfabetizandos/as, dos/as aniversariantes, palavras, frases e textos (que circulam socialmente) trabalhados. Em outras palavras, fazer da sala de aula um ambiente rico em atos de leitura e escrita, que é propício para a alfabetizar letrando, isto é, ensinar ler e escrever por meio das práticas sociais de leitura e escrita.
REFERENCIAS
BRASIL. SECRETARIA DE EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL. Parâmetros Curriculares Nacionais: Língua Portuguesa. Brasília: MEC, 1997.
FERREIRO, Emilia e TEBEROSKY, Ana. Psicogênese da Língua Escrita. Porto Alegre: Artes Médicas, 1986.
KAUFMAN, Ana Maria & RODRIGUEZ, M.H. Escola, Leitura e Produção de Textos. Porto Alegre: Artmed Editora.
TEBEROSKY, Ana. Psicopedagogia da linguagem escrita. Campinas. Editora Trajetória Cultural/UNICAMP.
Letras do alfabeto: Jogos de alfabeto de materiais e tamanhos diferentes. Letras móveis para o/a aluno/a montar espontaneamente palavras. Bingo e memória de letras. Atividades de escrita com letras.
Nomeação e identificação: Criar tiras com o alfabeto e figuras para serem materiais de consulta.
Análise das formas posições das letras: Atividades de escrita para o/a aluno/a analisar, por exemplo, quantas pontas têm o H, quantas retas e utiliza no traçado do A, M, E, , quantas curvas temas letras C, P, etc.
Valor sonoro – relação letra/som: jogos de memória com figura e letra inicial. Bingo de figuras. Alfabeto vivo.
PALAVRAS
Nome próprio: Crachá com nome e foto ou desenho (auto-retrato feito pelo/a alfabetizando/a).
Montar o nome com letras móveis. Bingo de nomes, de fotos e/ou auto-retrato. Dominó de nomes (letra inicial / nome). Painel de chamada com cartões de nomes.
Análise da lingüística da palavra: Letra inicial e final, número de letras, letras repetidas, vogal, consoante. Atividades de escrita com palavras.
Memorização de palavras significativas: Atividades de escrita. Listas de palavras.
Conservação da escrita de palavras: Atividades de escrita: complete, forca, enigma, “stop”, cruzadinha.Listas de palavras.
FRASES E TEXTOS
Sentido-direção da escrita: Produção coletiva de listas, receitas, bilhetes, recados, etc (sendo o/a professor/a o/a escriba). Ler para o/a alfabetizando/a (apontando sempre onde está lendo).
Vinculação do discurso oral com texto escrito: Leitura de história e reescrita espontânea individual ou produção coletiva. Escrita de história vivida pelos/as alunos/as.
Junção de letras na formação das sílabas: Listas de palavras. Atividades de escrita: complete, forca, enigma, “stop”, cruzadinha.
ESCRITA PRE-SILÁBICA
Iniciar pelos nomes dos/as alfabetizando/as escritos em crachás, listados no quadro e/ou em cartazes.
Trabalhar com textos conhecidos de memória, para ajudar na conservação da escrita.
Identificar o próprio nome e depois o de cada colega, percebendo que nomes maiores podem pertencer às crianças menores e vice-versa;
Organizar os nomes em ordem alfabética, ou em “galerias” ilustradas com retratos ou desenhos;
Criar jogos com os nomes: “lá vai a barquinha”, dominó, memória, boliche, bingo;
Fazer contagem das letras e confronto dos nomes;
Confeccionar gráficos de colunas com os nomes seriados em ordem de tamanho (número de letras).
Fazer estas mesmas atividades utilizando palavras do universo dos/as alfabetizandos/ as: rótulos de produtos conhecidos ou recortes de revistas (propagandas, títulos, palavras conhecidas).
Classificar os nomes pelo som ou letra inicial, pelo número de letras, registrandoas;
ESCRITA SILÁBICA
Fazer listas e ditados variados (de alfabetizandos/ as ausentes e/ou presentes, de livros de histórias, de ingredientes para uma receita, nomes de animais, questões para um projeto).
Trabalhar com textos conhecidos de memória, para ajudar na conservação da escrita.
Ditado de palavras do texto.
Análise oral e escrita do número de sílaba, sílaba inicial e final das palavras do texto.
Lista de palavras com a mesma silaba final ou inicial;
Escrever palavras dado a letra inicial;
Ligar desenho a primeira letra da palavra;
Usar jogos e brincadeiras (forca, cruzadinhas, caça-palavras);
Organizar supermercados e feiras; fazer “dicionário” ilustrado com as palavras aprendidas, diário da turma, relatórios de atividades ou projetos com ilustrações e legendas;
Propor atividades em dupla (um dita e outro escreve), para reescrita de notícias, histórias, pesquisas, canções, parlendas e trava-línguas.
Produção de textos, ditados, listas.
ESCRITA
SILÁBICAALFABÉTICA
Ordenar frases do texto;
Completar frases, palavras, sílabas e letras das palavras do texto;
Dividir palavras em sílabas;
Formar palavras a partir de sílabas;
Ligar palavras ao número de sílabas;
Produção de textos, ditados, listas.
ESCRITA ALFABÉTICA
Investir em conversas e debates diários.
Possibilitar o uso de estratégias de leitura, além da decodificação.
Considerar o “erro” como construtivo e parte do processo de aprendizagem.
Produção coletiva de diversos tipos de textos.
Análise lingüística das palavras.
Reescrita de texto (individual / coletiva).
Revisão de texto.
Atividades de escrita: complete, forca, enigma, stop, cruzadinha, lacunado, caça-palavra.
Copiar palavras inteiras;
Contar número de letra ou palavra de uma frase;
Pintar intervalos entre as palavras;
Completar letras que faltam de uma palavra;
Ligar palavras ao número de letras e a letra inicial;
Circular ou marcar letra inicial ou final;
Circular ou marcar letras iguais ao seu nome ou palavra chave.
Produção de textos, ditados, listas.
OBSERVAÇÃO
É de fundamental importância que o/a professor: Iniciar o processo de alfabetização com textos que os/as alfabetizando/as conheçam de memória, para ajudar na conservação da escrita e na relação entre o escrito e o falado. Ele/a deverá sugerir que as crianças acompanhem a leitura com o dedo, apontando palavra por palavra.
Trabalhar com modelos estáveis de escrita, como, por exemplo, lista de palavras do texto, para que se possa conservar a escrita. Fazer sempre a análise e a reflexão lingüística das palavras, confrontando as hipóteses de escrita dos/as alfabetizandos/as com a escrita convencional, ou seja, entre o padrão oral e o padrão escrito.
Propiciar atos de leitura e escrita para as crianças para que elas aprendam ler lendo e a escrever escrevendo, por meio de atividades significativas e contextualizadas. Elas deverão ler textos mesmo quando ainda não sabem ler convencionalmente, apoiando-se inicialmente na memória e ilustração.
Trabalhar em pequenas equipes, agrupando os/as alfabetizandos/as conforme os níveis próximos de escrita. Isto garante que crianças com diferentes níveis possam confrontar suas hipóteses, gerando conflitos cognitivos e avanços conceituais.
Propor atividades, por meio de situações problemas, que as crianças possam resolver e colocar em jogo o que sabem, para aprender o que ainda não sabem. Isto garantirá o trabalho com a auto-estima e o autoconceito dos/as alfabetizandos/as, que são imprescindíveis para o processo de aprendizagem. Porém, evitar que crianças com o mesmo nível de escrita sejam agrupadas entre si, já que a intenção do agrupamento heterogêneo é interação e a troca de conhecimentos entre os/as alfabetizandos/as com diferentes hipóteses de escrita.
Na sala de aula deve conter: cartazes com o alfabeto escrito em letras maiúsculas e minúsculas, cursiva e bastão; só com as vogais, só com as consoantes; com os números; com o nome da escola e do/a professor/a; Listas com os nomes dos/as alfabetizandos/as, dos/as aniversariantes, palavras, frases e textos (que circulam socialmente) trabalhados. Em outras palavras, fazer da sala de aula um ambiente rico em atos de leitura e escrita, que é propício para a alfabetizar letrando, isto é, ensinar ler e escrever por meio das práticas sociais de leitura e escrita.
REFERENCIAS
BRASIL. SECRETARIA DE EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL. Parâmetros Curriculares Nacionais: Língua Portuguesa. Brasília: MEC, 1997.
FERREIRO, Emilia e TEBEROSKY, Ana. Psicogênese da Língua Escrita. Porto Alegre: Artes Médicas, 1986.
KAUFMAN, Ana Maria & RODRIGUEZ, M.H. Escola, Leitura e Produção de Textos. Porto Alegre: Artmed Editora.
TEBEROSKY, Ana. Psicopedagogia da linguagem escrita. Campinas. Editora Trajetória Cultural/UNICAMP.
Marcadores:
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Níveis de escrita
Ao invés da clássica pergunta: como se deve ensinar a escrever, Emilia Ferreiro perguntou como alguém aprende a ler e escrever independente do ensino.
As teorias desenvolvidas por Emilia Ferreiro e seus colaboradores deixam de fundamentar-se em concepções mecanicistas sobre o processo de alfabetização, para seguir os pressupostos construtivistas/interacionistas de Vygotsky e Piaget.
Do ato de ensinar, o processo desloca-se para o ato de aprender por meio da construção de um conhecimento que é realizado pelo educando, que passa a ser visto como um agente e não como um ser passivo que recebe e absorve o que lhe é "ensinado".
Na perspectiva dos trabalhos desenvolvidos por Ferreira, os conceitos de prontidão, imaturidade, habilidades motoras e perceptuais, deixam de ter sentido isoladamente como costumam ser trabalhados pelos professores. Estimular aspectos motores, cognitivos e afetivos, são importantes, mas, vinculados ao contexto da realidade sócio-cultural dos alunos.
Para Ferreira, "hoje a perspectiva construtivista considera a interação de todos eles, numa visão política, integral, para explicar a aprendizagem".
O problema que tanto atormenta os professores que é o dos diferentes níveis em que normalmente os alunos se encontram e vão se desenvolvendo durante o processo de alfabetização, assume importante papel, já que a interação entre eles é fator de suma importância para o desenvolvimento do processo.
Os níveis estruturais da linguagem escrita podem explicam as diferenças individuais e os diferentes ritmos dos alunos. Segundo Emilia Ferreiro são:
1) Nível Pré-Silábico- não se busca correspondência com o som; as hipóteses das crianças são estabelecidas em torno do tipo e da quantidade de grafismo. A criança tenta nesse nível:
diferenciar entre desenho e escrita utilizar no mínimo duas ou três letras para poder escrever palavras reproduzir os traços da escrita, de acordo com seu contato com as formas gráficas (imprensa ou cursiva), escolhendo a que lhe é mais familiar para usar nas suas hipóteses de escrita percebe que é preciso variar os caracteres para obter palavras diferentes
2) Nível Silábico- pode ser dividido entre Silábico e Silábico Alfabético:
Silábico- a criança compreende que as diferenças na representação escrita está relacionada com o "som" das palavras, o que a leva a sentir a necessidade de usar uma forma de grafia para cada som. Utiliza os símbolos gráficos de forma aleatória, usando apenas consoantes, ora apenas vogais, ora letras inventadas e repetindo-as de acordo com o número de sílabas das palavras.
Silábico- Alfabético- convivem as formas de fazer corresponder os sons às formas silábica e alfabética e a criança pode escolher as letras ou de forma ortográfica ou fonética.
3)Nível Alfabético- a criança agora entende que:
a sílaba não pode ser considerada uma unidade e que pode ser separada em unidades menores
a identificação do som não é garantia da identificação da letra, o que pode gerar as famosas dificuldades ortográficas
a escrita supõe a necessidade da análise fonética das palavras
Smolka1 diz que podemos entender o processo de aquisição da escrita pelas crianças sob diferentes pontos de vista: o ponto de vista mais comum onde a escrita é imutável e deve se seguir o modelo "correto" do adulto; o ponto de vista do trabalho de Emília Ferreiro onde escrita é um objeto de conhecimento, levando em conta as tentativas individuais infantis; e o ponto de vista da interação, o aspecto social da escrita, onde a alfabetização é um processo discursivo. Cabe a nós pedagogos pensar nesses três pontos de vista e construir o nosso.
Coloca a autora ainda que para a alfabetização ter sentido, ser um processo interativo, a escola tem que trabalhar com o contexto da criança, com histórias e com intervenções das próprias crianças que podem aglutinar, contrair, "engolir" palavras, desde que essas palavras ou histórias façam algum sentido para elas. Os "erros" das crianças podem ser trabalhados, ao contrário do que a maioria das escolas pensam, esses "erros" demonstram uma construção, e com o tempo vão diminuindo, pois as crianças começam a se preocupar com outras coisas (como ortografia) que não se preocupavam antes, pois estavam apenas descobrindo a escrita.
"Analisar que representações sobre a escrita que o estudante tem é importante para o professor saber como agir", afirma Telma Weisz, consultora do Ministério da Educação e autora de tese de doutorado orientada por Emília Ferreiro. "Não é porque o aluno participa de forma direta da construção do seu conhecimento que o professor não precisa ensiná-lo", ressalta. Ou seja, cabe ao professor organizar atividades que favoreçam a reflexão da criança sobre a escrita, porque é pensando que ela aprende.
"Apesar de ter proporcionado aos educadores uma nova maneira de analisar a aprendizagem da língua escrita, o trabalho da pesquisadora argentina não dá indicações de como produzir ensino", avisa a educadora Telma. Definitivamente, não existe o "método Emília Ferreiro", com passos predeterminados, como muitos ainda possam pensar. Os professores têm à disposição uma metodologia de ensino da língua escrita coerente com as mudanças apontadas pela psicolinguista, produzida por educadores de vários países.
"Essa metodologia é estruturada em torno de princípios que organizam a prática do professor", explica Telma. O fato de a criança aprender a ler e escrever lendo e escrevendo, mesmo sem saber fazer isso, é um desses princípios. Nas escolas verdadeiramente construtivistas, os alunos se alfabetizam participando de práticas sociais de leitura e de escrita. A referência de texto para eles não é mais uma cartilha, com frases sem sentido.
"... A minha contribuição foi encontrar uma explicação segundo a qual, por trás da mão que pega o lápis, dos olhos que olham, dos ouvidos que escutam, há uma criança que pensa" (Emília Ferreiro)
Cremos oportuno lembrar que o construtivismo não é um método de ensino. Construtivismo se refere ao processo de aprendizagem, que coloca o sujeito da aprendizagem como alguém que conhece e que o conhecimento é algo que se constrói pela ação deste sujeito. Nesse processo de aprendizagem o ambiente também exerce seu papel, pois, o sujeito que conhece faz parte de um determinado ambiente cultural.
Segundo Magda Soares*, a perspectiva construtivista trouxe importantes e diferentes contribuições para a alfabetização:
[...]Alterou profundamente a concepção do processo de construção da representação da língua escrita, pela criança, que deixa de ser considerada como dependente de estímulos externos para aprender o sistema de escrita, concepção presente nos métodos de alfabetização até então em uso, hoje designados tradicionais, e passa a sujeito ativo capaz de progressivamente (re)construir esse sistema de representação, interagindo com a língua escrita em seus usos e práticas sociais, isto é, interagindo com material para ler, não com material artificialmente produzido para aprender a ler; os chamados para a aprendizagem pré- requisitos da escrita, que caracterizam a criança pronta ou madura para ser alfabetizada - pressuposto dos métodos tradicionais de alfabetização - são negados por uma visão interacionista, que rejeita uma ordem hierárquica de habilidades, afirmando que a aprendizagem se dá por uma progressiva construção do conhecimento, na relação da criança com o objeto língua escrita; as dificuldades da criança no processo da construção do sistema de representação que é a língua escrita- consideradas deficiências ou disfunções, na perspectiva dos métodos tradicionais - passam a ser vistas como erros construtivos, resultado de constantes reestruturações
As teorias desenvolvidas por Emilia Ferreiro e seus colaboradores deixam de fundamentar-se em concepções mecanicistas sobre o processo de alfabetização, para seguir os pressupostos construtivistas/interacionistas de Vygotsky e Piaget.
Do ato de ensinar, o processo desloca-se para o ato de aprender por meio da construção de um conhecimento que é realizado pelo educando, que passa a ser visto como um agente e não como um ser passivo que recebe e absorve o que lhe é "ensinado".
Na perspectiva dos trabalhos desenvolvidos por Ferreira, os conceitos de prontidão, imaturidade, habilidades motoras e perceptuais, deixam de ter sentido isoladamente como costumam ser trabalhados pelos professores. Estimular aspectos motores, cognitivos e afetivos, são importantes, mas, vinculados ao contexto da realidade sócio-cultural dos alunos.
Para Ferreira, "hoje a perspectiva construtivista considera a interação de todos eles, numa visão política, integral, para explicar a aprendizagem".
O problema que tanto atormenta os professores que é o dos diferentes níveis em que normalmente os alunos se encontram e vão se desenvolvendo durante o processo de alfabetização, assume importante papel, já que a interação entre eles é fator de suma importância para o desenvolvimento do processo.
Os níveis estruturais da linguagem escrita podem explicam as diferenças individuais e os diferentes ritmos dos alunos. Segundo Emilia Ferreiro são:
1) Nível Pré-Silábico- não se busca correspondência com o som; as hipóteses das crianças são estabelecidas em torno do tipo e da quantidade de grafismo. A criança tenta nesse nível:
diferenciar entre desenho e escrita utilizar no mínimo duas ou três letras para poder escrever palavras reproduzir os traços da escrita, de acordo com seu contato com as formas gráficas (imprensa ou cursiva), escolhendo a que lhe é mais familiar para usar nas suas hipóteses de escrita percebe que é preciso variar os caracteres para obter palavras diferentes
2) Nível Silábico- pode ser dividido entre Silábico e Silábico Alfabético:
Silábico- a criança compreende que as diferenças na representação escrita está relacionada com o "som" das palavras, o que a leva a sentir a necessidade de usar uma forma de grafia para cada som. Utiliza os símbolos gráficos de forma aleatória, usando apenas consoantes, ora apenas vogais, ora letras inventadas e repetindo-as de acordo com o número de sílabas das palavras.
Silábico- Alfabético- convivem as formas de fazer corresponder os sons às formas silábica e alfabética e a criança pode escolher as letras ou de forma ortográfica ou fonética.
3)Nível Alfabético- a criança agora entende que:
a sílaba não pode ser considerada uma unidade e que pode ser separada em unidades menores
a identificação do som não é garantia da identificação da letra, o que pode gerar as famosas dificuldades ortográficas
a escrita supõe a necessidade da análise fonética das palavras
Smolka1 diz que podemos entender o processo de aquisição da escrita pelas crianças sob diferentes pontos de vista: o ponto de vista mais comum onde a escrita é imutável e deve se seguir o modelo "correto" do adulto; o ponto de vista do trabalho de Emília Ferreiro onde escrita é um objeto de conhecimento, levando em conta as tentativas individuais infantis; e o ponto de vista da interação, o aspecto social da escrita, onde a alfabetização é um processo discursivo. Cabe a nós pedagogos pensar nesses três pontos de vista e construir o nosso.
Coloca a autora ainda que para a alfabetização ter sentido, ser um processo interativo, a escola tem que trabalhar com o contexto da criança, com histórias e com intervenções das próprias crianças que podem aglutinar, contrair, "engolir" palavras, desde que essas palavras ou histórias façam algum sentido para elas. Os "erros" das crianças podem ser trabalhados, ao contrário do que a maioria das escolas pensam, esses "erros" demonstram uma construção, e com o tempo vão diminuindo, pois as crianças começam a se preocupar com outras coisas (como ortografia) que não se preocupavam antes, pois estavam apenas descobrindo a escrita.
"Analisar que representações sobre a escrita que o estudante tem é importante para o professor saber como agir", afirma Telma Weisz, consultora do Ministério da Educação e autora de tese de doutorado orientada por Emília Ferreiro. "Não é porque o aluno participa de forma direta da construção do seu conhecimento que o professor não precisa ensiná-lo", ressalta. Ou seja, cabe ao professor organizar atividades que favoreçam a reflexão da criança sobre a escrita, porque é pensando que ela aprende.
"Apesar de ter proporcionado aos educadores uma nova maneira de analisar a aprendizagem da língua escrita, o trabalho da pesquisadora argentina não dá indicações de como produzir ensino", avisa a educadora Telma. Definitivamente, não existe o "método Emília Ferreiro", com passos predeterminados, como muitos ainda possam pensar. Os professores têm à disposição uma metodologia de ensino da língua escrita coerente com as mudanças apontadas pela psicolinguista, produzida por educadores de vários países.
"Essa metodologia é estruturada em torno de princípios que organizam a prática do professor", explica Telma. O fato de a criança aprender a ler e escrever lendo e escrevendo, mesmo sem saber fazer isso, é um desses princípios. Nas escolas verdadeiramente construtivistas, os alunos se alfabetizam participando de práticas sociais de leitura e de escrita. A referência de texto para eles não é mais uma cartilha, com frases sem sentido.
"... A minha contribuição foi encontrar uma explicação segundo a qual, por trás da mão que pega o lápis, dos olhos que olham, dos ouvidos que escutam, há uma criança que pensa" (Emília Ferreiro)
Cremos oportuno lembrar que o construtivismo não é um método de ensino. Construtivismo se refere ao processo de aprendizagem, que coloca o sujeito da aprendizagem como alguém que conhece e que o conhecimento é algo que se constrói pela ação deste sujeito. Nesse processo de aprendizagem o ambiente também exerce seu papel, pois, o sujeito que conhece faz parte de um determinado ambiente cultural.
Segundo Magda Soares*, a perspectiva construtivista trouxe importantes e diferentes contribuições para a alfabetização:
[...]Alterou profundamente a concepção do processo de construção da representação da língua escrita, pela criança, que deixa de ser considerada como dependente de estímulos externos para aprender o sistema de escrita, concepção presente nos métodos de alfabetização até então em uso, hoje designados tradicionais, e passa a sujeito ativo capaz de progressivamente (re)construir esse sistema de representação, interagindo com a língua escrita em seus usos e práticas sociais, isto é, interagindo com material para ler, não com material artificialmente produzido para aprender a ler; os chamados para a aprendizagem pré- requisitos da escrita, que caracterizam a criança pronta ou madura para ser alfabetizada - pressuposto dos métodos tradicionais de alfabetização - são negados por uma visão interacionista, que rejeita uma ordem hierárquica de habilidades, afirmando que a aprendizagem se dá por uma progressiva construção do conhecimento, na relação da criança com o objeto língua escrita; as dificuldades da criança no processo da construção do sistema de representação que é a língua escrita- consideradas deficiências ou disfunções, na perspectiva dos métodos tradicionais - passam a ser vistas como erros construtivos, resultado de constantes reestruturações
sábado, 11 de abril de 2009
Apresentaçao Caderno 1 Ceale
Organizei no powerpoint a apresentação do Caderno 1 do Ceale para apresentação na Secretaria Municipal de Educação de João Monlevade.
O Objetivo maior deste caderno é explicar as razões que orientaram essa nova forma de organização do Ensino Fundamental, que dividiu o ensino em dois ciclos: Ciclo Inicial de Alfabetização, com duração de 3 anos para crianças de seis, sete e oito anos e o Ciclo Complementar de Alfabetização, com duração de 2 anos para as idades de nove e dez anos.
Já o objetivo da coleção é discutir, com os educadores, instrumentos pedagógicos a serem compartilhados entre as escolas para a elaboração, a execução e a avaliação de seus projetos para o ensino inicial da língua escrita, da alfabetização.
O Caderno 1, de que se trata esta apresentação apresenta e problematiza os fatores que justificam a reorganização do Ensino Fundamental no Estado e a ênfase que esse processo se dá à alfabetização. No caderno, você examinará e discutirá respostas às questões sobre o porquê e o para que da proposta de ciclos de alfabetização.
Caso vc queira a apresentação, clique aqui.
O Objetivo maior deste caderno é explicar as razões que orientaram essa nova forma de organização do Ensino Fundamental, que dividiu o ensino em dois ciclos: Ciclo Inicial de Alfabetização, com duração de 3 anos para crianças de seis, sete e oito anos e o Ciclo Complementar de Alfabetização, com duração de 2 anos para as idades de nove e dez anos.
Já o objetivo da coleção é discutir, com os educadores, instrumentos pedagógicos a serem compartilhados entre as escolas para a elaboração, a execução e a avaliação de seus projetos para o ensino inicial da língua escrita, da alfabetização.
O Caderno 1, de que se trata esta apresentação apresenta e problematiza os fatores que justificam a reorganização do Ensino Fundamental no Estado e a ênfase que esse processo se dá à alfabetização. No caderno, você examinará e discutirá respostas às questões sobre o porquê e o para que da proposta de ciclos de alfabetização.
Caso vc queira a apresentação, clique aqui.
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organização do Ensino Fundamental em Ciclo
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
RECOMEÇO
RECOMEÇO
“Nada te perturbe
Nada te espante
Tudo passa,
Só Deus não muda.
A paciência
Tudo alcança
Quem tem a Deus,
Nada lhe falta.
Só Deus basta. “ Sta Teresa D´Ávila
Hoje, para a maioria de nós, profissionais da área da Educação e alunos inicia o ano letivo.
Descansados das férias, muito merecidas por sinal, retornamos com entusiasmo, com muito amor no coração e dispostos a cumprir nossa missão de Educar e de Aprender.
Que neste recomeço possamos retomar nossas dificuldades do ano anterior e encontrar nelas os desafios a serem enfrentados neste novo ano.
Que cada aluno (a) diante de nós seja único e como tal respeitado em suas diferenças.
Que possamos realizar um ótimo trabalho e realmente fazer a diferença na vida de cada criança que nos for confiada a missão de educar.
“Nada te perturbe
Nada te espante
Tudo passa,
Só Deus não muda.
A paciência
Tudo alcança
Quem tem a Deus,
Nada lhe falta.
Só Deus basta. “ Sta Teresa D´Ávila
Hoje, para a maioria de nós, profissionais da área da Educação e alunos inicia o ano letivo.
Descansados das férias, muito merecidas por sinal, retornamos com entusiasmo, com muito amor no coração e dispostos a cumprir nossa missão de Educar e de Aprender.
Que neste recomeço possamos retomar nossas dificuldades do ano anterior e encontrar nelas os desafios a serem enfrentados neste novo ano.
Que cada aluno (a) diante de nós seja único e como tal respeitado em suas diferenças.
Que possamos realizar um ótimo trabalho e realmente fazer a diferença na vida de cada criança que nos for confiada a missão de educar.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Como Educadores devemos nos preparar para dominar estas novas regras que serão motivos de muitas indagações até que todos sintam mais confortáveis ao empregá-los, pesquise, leia e FIQUE POR DENTRO.
Com o Acordo, o alfabeto passou a ter 26 letras, ao incorporar as letras "k", "w" e "y". O texto traz alterações significativas na acentuação de algumas palavras, extingue o uso do trema, e padroniza a utilização do hífen. A partir de agora, não é errado escrever "micro-ondas" --com hífen-- e "antissocial" --sem hífen. Também é correta a grafia das palavras "ideia" e "assembleia" sem acento.
A língua portuguesa é a sétima mais falada no mundo, ficando atrás apenas dos idiomas chinês, hindi, inglês, espanhol, bengali e árabe. Ao todo, são oito os países que têm o português como idioma oficial --Portugal, Brasil, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Timor-Leste--, e mais de 230 milhões de falantes no planeta.
Com o Acordo, o alfabeto passou a ter 26 letras, ao incorporar as letras "k", "w" e "y". O texto traz alterações significativas na acentuação de algumas palavras, extingue o uso do trema, e padroniza a utilização do hífen. A partir de agora, não é errado escrever "micro-ondas" --com hífen-- e "antissocial" --sem hífen. Também é correta a grafia das palavras "ideia" e "assembleia" sem acento.
A língua portuguesa é a sétima mais falada no mundo, ficando atrás apenas dos idiomas chinês, hindi, inglês, espanhol, bengali e árabe. Ao todo, são oito os países que têm o português como idioma oficial --Portugal, Brasil, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Timor-Leste--, e mais de 230 milhões de falantes no planeta.
Marcadores:
hifen,
novas regras ortográficas,
trema
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Enquanto houver sol
Enquanto houver sol...
Quando não houver saída
Quando não houver mais solução
Ainda há de haver saída
Nenhuma idéia vale uma vida
Quando não houver esperança
Quando não restar nem ilusão
Ainda há de haver esperança
Em cada um de nós, algo de uma criança
Enquanto houver , enquanto houver Sol
Ainda haverá
Enquanto houver, enquanto houver Sol
Quando não houver caminho
Mesmo sem amor, sem direção
A sós ninguém está sozinho
É caminhando que se faz o caminho
Quando não houver desejo
Quando não restar nem mesmo dor
Ainda há de haver desejo
Em cada um de nós, aonde deus colocou
Enquanto houver, enquanto houver Sol
Ainda haverá
Enquanto houver , enquanto houver Sol
Quando não houver saída
Quando não houver mais solução
Ainda há de haver saída
Nenhuma idéia vale uma vida
Quando não houver esperança
Quando não restar nem ilusão
Ainda há de haver esperança
Em cada um de nós, algo de uma criança
Enquanto houver , enquanto houver Sol
Ainda haverá
Enquanto houver, enquanto houver Sol
Quando não houver caminho
Mesmo sem amor, sem direção
A sós ninguém está sozinho
É caminhando que se faz o caminho
Quando não houver desejo
Quando não restar nem mesmo dor
Ainda há de haver desejo
Em cada um de nós, aonde deus colocou
Enquanto houver, enquanto houver Sol
Ainda haverá
Enquanto houver , enquanto houver Sol
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