sábado, 11 de abril de 2009

Apresentaçao Caderno 1 Ceale

Organizei no powerpoint a apresentação do Caderno 1 do Ceale para apresentação na Secretaria Municipal de Educação de João Monlevade.
O Objetivo maior deste caderno é explicar as razões que orientaram essa nova forma de organização do Ensino Fundamental, que dividiu o ensino em dois ciclos: Ciclo Inicial de Alfabetização, com duração de 3 anos para crianças de seis, sete e oito anos e o Ciclo Complementar de Alfabetização, com duração de 2 anos para as idades de nove e dez anos.
Já o objetivo da coleção é discutir, com os educadores, instrumentos pedagógicos a serem compartilhados entre as escolas para a elaboração, a execução e a avaliação de seus projetos para o ensino inicial da língua escrita, da alfabetização.
O Caderno 1, de que se trata esta apresentação apresenta e problematiza os fatores que justificam a reorganização do Ensino Fundamental no Estado e a ênfase que esse processo se dá à alfabetização. No caderno, você examinará e discutirá respostas às questões sobre o porquê e o para que da proposta de ciclos de alfabetização.
Caso vc queira a apresentação, clique aqui.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

RECOMEÇO

RECOMEÇO

“Nada te perturbe
Nada te espante
Tudo passa,
Só Deus não muda.
A paciência
Tudo alcança
Quem tem a Deus,
Nada lhe falta.
Só Deus basta. “ Sta Teresa D´Ávila


Hoje, para a maioria de nós, profissionais da área da Educação e alunos inicia o ano letivo.
Descansados das férias, muito merecidas por sinal, retornamos com entusiasmo, com muito amor no coração e dispostos a cumprir nossa missão de Educar e de Aprender.
Que neste recomeço possamos retomar nossas dificuldades do ano anterior e encontrar nelas os desafios a serem enfrentados neste novo ano.
Que cada aluno (a) diante de nós seja único e como tal respeitado em suas diferenças.
Que possamos realizar um ótimo trabalho e realmente fazer a diferença na vida de cada criança que nos for confiada a missão de educar.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Como Educadores devemos nos preparar para dominar estas novas regras que serão motivos de muitas indagações até que todos sintam mais confortáveis ao empregá-los, pesquise, leia e FIQUE POR DENTRO.
Com o Acordo, o alfabeto passou a ter 26 letras, ao incorporar as letras "k", "w" e "y". O texto traz alterações significativas na acentuação de algumas palavras, extingue o uso do trema, e padroniza a utilização do hífen. A partir de agora, não é errado escrever "micro-ondas" --com hífen-- e "antissocial" --sem hífen. Também é correta a grafia das palavras "ideia" e "assembleia" sem acento.
A língua portuguesa é a sétima mais falada no mundo, ficando atrás apenas dos idiomas chinês, hindi, inglês, espanhol, bengali e árabe. Ao todo, são oito os países que têm o português como idioma oficial --Portugal, Brasil, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Timor-Leste--, e mais de 230 milhões de falantes no planeta.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Enquanto houver sol

Enquanto houver sol...


Quando não houver saída
Quando não houver mais solução
Ainda há de haver saída
Nenhuma idéia vale uma vida

Quando não houver esperança
Quando não restar nem ilusão
Ainda há de haver esperança
Em cada um de nós, algo de uma criança

Enquanto houver , enquanto houver Sol
Ainda haverá
Enquanto houver, enquanto houver Sol

Quando não houver caminho
Mesmo sem amor, sem direção
A sós ninguém está sozinho
É caminhando que se faz o caminho

Quando não houver desejo
Quando não restar nem mesmo dor
Ainda há de haver desejo
Em cada um de nós, aonde deus colocou

Enquanto houver, enquanto houver Sol
Ainda haverá
Enquanto houver , enquanto houver Sol

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Alegria de ensinar

A Alegria de Ensinar
Rubem Alves

Muito se tem falado sobre o sofrimento dos professores.
Eu, que ando sempre na direção oposta, e acredito que a verdade se encontra no avesso das coisas, quero falar sobre o contrário: a alegria de ser professor, pois o sofrimento de se ser um professor é semelhante ao sofrimento das dores de parto: a mãe o aceita e logo dele se esquece, pela alegria de dar à luz um filho.
Reli, faz poucos dias, o livro de Hermann Hesse, O Jogo das Contas de Vidro. Bem ao final, à guisa de conclusão e resumo da estória, está este poeminha de Rückert:

Nossos dias são preciosos
mas com alegria os vemos passando
se no seu lugar encontramos
uma coisa mais preciosa crescendo:
uma planta rara e exótica,
deleite de um coração jardineiro,
uma criança que estamos ensinando,
um livrinho que estamos escrevendo.

Este poema fala de uma estranha alegria, a alegria que se tem diante da coisa triste que é ver os preciosos dias passando… A alegria está no jardim que se planta, na criança que se ensina, no livrinho que se escreve. Senti que eu mesmo poderia ter escrito essas palavras, pois sou jardineiro, sou professor e escrevo livrinhos. Imagino que o poeta jamais pensaria em se aposentar. Pois quem deseja se aposentar daquilo que lhe traz alegria? Da alegria não se aposenta… Algumas páginas antes o herói da estória havia declarado que, ao final de sua longa caminhada pelas coisas mais altas do espírito, dentre as quais se destacava a familiaridade com a sublime beleza da música e da literatura, descobria que ensinar era algo que lhe dava prazer igual, e que o prazer era tanto maior quanto mais jovens e mais livres das deformações da deseducação fossem os estudantes.
Ao ler o texto de Hesse tive a impressão de que ele estava simplesmente repetindo um tema que se encontra em Nietzsche. O que é bem provável. Fui procurar e encontrei o lugar onde o filósofo (escrevo esta palavra com um pedido de perdão aos filósofos acadêmicos, que nunca o considerariam como tal, porque ele é poeta demais, “tolo” demais…) diz que “a felicidade mais alta é a felicidade da razão, que encontra sua expressão suprema na obra do artista. Pois que coisa mais deliciosa haverá que tornar sensível a beleza? Mas “esta felicidade suprema,” ele acrescenta, “é ultrapassada na felicidade de gerar um filho ou de educar uma pessoa.”
Passei então ao prólogo de Zaratustra.
Quando Zaratustra tinha 30 anos de idade deixou a sua casa e o lago de sua casa e subiu para as montanhas. Ali ele gozou do seu espírito e da sua solidão, e por dez anos não se cansou. Mas, por fim, uma mudança veio ao seu coração e, numa manhã, levantou-se de madrugada, colocou-se diante do sol, e assim lhe falou: Tu, grande estrela, que seria de tua felicidade se não houvesse aqueles para quem brilhas? Por dez anos tu vieste à minha caverna: tu te terias cansado de tua luz e de tua jornada, se eu, minha águia e minha serpente não estivéssemos à tua espera. Mas a cada manhã te esperávamos e tomávamos de ti o teu transbordamento, e te bendizíamos por isso.
Eis que estou cansado na minha sabedoria, como unia abelha que ajuntou muito mel; tenho necessidade de mãos estendidas que a recebam. Mas, para isso, eu tenho de descer às profundezas, como tu o fazes na noite e mergulhas no mar… Como tu, eu também devo descer…
Abençoa, pois, a taça que deseja esvaziar-se de novo…
Assim se inicia a saga de Zaratustra, com uma meditação sobre a felicidade. A felicidade começa na solidão: uma taça que se deixa encher com a alegria que transborda do sol. Mas vem o tempo quando a taça se enche. Ela não mais pode conter aquilo que recebe. Deseja transbordar. Acontece assim com a abelha que não mais consegue segurar em si o mel que ajuntou; acontece com o seio, turgido de leite, que precisa da boca da criança que o esvazie. A felicidade solitária é dolorosa. Zaratustra percebe então que sua alma passa por uma metamorfose. Chegou a hora de uma alegria maior: a de compartilhar com os homens a felicidade que nele mora. Seus olhos procuram mãos estendidas que possam receber a sua riqueza. Zaratustra, o sábio, se transforma em mestre. Pois ser mestre e isso: ensinar a felicidade.
“Ah!”, retrucarão os professores, “a felicidade não é a disciplina que ensino. Ensino ciências, ensino literatura, ensino história, ensino matemática…” Mas será que vocês não percebem que essas coisas que se chamam “disciplinam’’, e que vocês devem ensinar, nada mais são que taças multiformes coloridas, que devem estar cheias de alegria?
Pois o que vocês ensinam não e um deleite para a alma? Se não fosse, vocês não deveriam ensinar. E se é, então é preciso que aqueles que recebem, os seus alunos, sintam prazer igual ao que vocês sentem. Se isso não acontecer, vocês terão fracassado na sua missão, como a cozinheira que queria oferecer prazer, mas a comida saiu salgada e queimada…
O mestre nasce da exuberância da felicidade. E, por isso mesmo, quando perguntados sobre a sua profissão, os professores deveriam ter coragem para dar a absurda resposta: “Sou um pastor da alegria…” Mas, e claro, somente os seus alunos poderão atestar da verdade da sua declaração…

domingo, 14 de dezembro de 2008

Projeto: Viajando no mundo da leitura

PROJETO: VIAJANDO NO MUNDO DA LEITURA
PÚBLICO ALVO: 3o ano 1o ciclo
PRÁTICA DE LEITURA (aprendizagem dos alunos)
- manifestar sentimentos, experiências, idéias e opiniões, definindo preferências e construindo critérios próprios para selecionar o que vão ler;
- reconhecer algumas convenções típicas do gênero (expressões, marcas gráficas que enunciam os diálogos, componentes da narrativa – fatos, personagens, espaço e tempo, etc.)
- identificar os interlocutores dos diálogos
- procurar compreender o significado de uma palavra desconhecida no texto a partir do contexto e do estabelecimento de relações com a trama.

PRÁTICA DE ESCRITA
- utilizar expressões próprias da língua escrita e/ou manter algumas marcas da oralidade (retiradas do texto original ou outros textos lidos);
- ao escrever, garantir a seqüência de fatos e de acontecimentos do texto;
- colaborar em situações de produção de textos em duplas ou em pequenos grupos, atendo-se à sua função (que pode ser a de produtor, revisor ou escriba);
- utilizar procedimentos e recursos próprios da produção de textos quando a tarefa for realizada individualmente (planejar o que vai escrever, utilizar rascunhos, revisar seu próprio texto, etc)
- revisar o texto do ponto de vista ortográfico, considerando as regularidades aprendidas e a ortografia convencional de palavras de uso freqüente, uso de maiúscula e minúscula a partir da distinção entre nomes próprios e comuns e no início das orações, estrutura do texto;

COMUNICAÇÃO ORAL
- contar fábulas, lendas levando em conta expressões mais usuais, entonação mais adequada, altura da voz, ritmo;

DESENVOLVIMENTO
Os alunos receberão o texto na 6ª feira para ler, contar em casa e garantir a leitura na 2ª feira; na 2ª feira discussão oral e interpretação escrita do texto; com nova leitura individual, coletiva; na 4ª feira haverá reconto do texto e a reescrita. O professor irá escolher um dos textos escritos e passará no cartaz para ser corrigido coletivamente: título, parágrafo, pontuação, ortografia, os demais textos terão marcas de chave de correção previamente combinadas que possibilitarão aos alunos realizarem as correções dos próprios textos individualmente ou em grupo.
Serão realizadas ainda as seguintes atividades de acordo com o texto:
- ilustração;
- dramatização;
- escrita para painel da escola;
- fantoche;
- dobradura;
- pesquisa sobre a vida do animal envolvido na fábula

AVALIAÇÃO
À medida em que o processo de escrita for ocorrendo deverá ser avaliado o avanço do aluno em relação a uma escrita mais formal e bem elaborada.

PRODUTO FINAL:
Caderno de Produção de Texto e calendário 2009 com as reescritas e ilustrações dos alunos.

domingo, 30 de novembro de 2008

Você é o líder da sua vida

Estou participando de uma capacitação onde tive acesso a uma entrevista no programa Sempre um Papo da TV Câmara, do autor César Sousa. Ele escreveu o livro "Você é o líder da sua vida" e fala do papel do líder na atual sociedade, como exercer liderança todo o dia e o dia todo; liderança não é cargo, não é carisma, são reflexões importantes para colocarmos em nossa prática pedagógica.
Pense nisso: "saco vazio não pára em pé, tem de ter conteúdo".
Ah, não estou ganhando comissão, mas vale a pena conferir clicando aqui.
Abraços,
Cida Barony