quarta-feira, 23 de junho de 2010

intervenção, ceale, capacidades

Elaboração: Cida Barony

PLANEJAMENTO DE ACORDO COM AS CAPACIDADES DO CEALE

Orientação:
• Aplicar em todos os grupos de alunos que participam da intervenção, com intuito de avaliar e observar algumas capacidades de escrita e leitura, por isso deverá ser feito o registro de como cada aluno realizou a atividade.
• A partir desta atividade, todas as outras que forem planejadas devem ser pensadas nestas (para aprimorá-las) e outras capacidades que ainda não foram abordadas.
• As atividades estão divididas em 7 aulas

CAPACIDADE: RECONHECER UNIDADES FONOLÓGICAS (RIMAS, SÍLABAS).
Aula nª 1: Atividade: Lá vai a barquinha carregadinha de...

Orientação à professora: Organizar os alunos em círculo, e orientar: vou falar uma palavra e deverão falar palavras que rimam. Cada aluno só poderá falar com o barquinho na mão.
Exemplo: Lá vai a barquinha carregadinha de pião/mão

“Lá vai a barquinha carregadinha de “caracol” / “leão” / “jacaré” / “gato” / “pica-pau” / “gato” / “pica-pau” / “tatu” / “avestruz” / cão

O apoio irá registrar no quadro as palavras que os alunos falarem. E depois vamos marcar aquelas que rimam com as que foram faladas.

Aula nª 2: Atividade: Trabalho com cartaz
Orientação à professora: A professora deverá levar em cartaz o texto “Os animais”.
Fazer a primeira leitura em voz alta para os alunos e depois questionar:
- Que tipo de texto eu li? (Se não responderem dar pistas: bilhete, fábula, receita, poesia, convite)
- Quais as características? O que tem nele, que dá para perceber que é uma poesia.
- Vamos encontrar as rimas? Vocês já localizaram algumas?
- Caracol, leão, jacaré, gato, pica-pau, tatu, avestruz, cão
* A professora deverá circular estas rimas
- Por que circulamos estas palavras?
- O que tem de parecido? Onde?
- Fazer a leitura do cartaz coletivamente.

Aula nº 3: Atividade: Cópia da poesia os animais para os alunos.
Orientação à professora: Na última aula, nós lemos o cartaz da poesia Os animais, vocês gostaram? O que mais gostaram na poesia? Qual ou quais palavras vocês conseguem ler sozinhos? Quem consegue ler o texto todo?
Hoje vocês vão receber uma cópia do texto e vamos ler e grifar as palavras que rimam.
Após grifar, fazer a ilustração da poesia na folha e no cartaz.

Aula nº 4: Atividade: Lacunado
Orientação à professora: Na última aula lemos e grifamos as rimas na poesia Os animais, agora gostaria que vocês lessem o texto novamente para preencherem os espaços que estão faltando.

Aula nº 5: Atividade: Loto silábico
Orientação à professora: Cada aluno deverá receber um jogo Loto Silábico, ler as sílabas existentes em voz alta e depois marcar as sílabas que formam uma palavra, escrevendo-as no caderno.

CAPACIDADE: DOMINA RELAÇÕES ENTRE GRAFEMAS E FONEMAS
Aula nº 6: Atividade: Ditado de palavras
Orientação à professora: Hoje vamos fazer um Ditado de Palavras, vou ditar 12 palavras, repetindo 3 vezes cada uma, vocês vão escrever, ler, virar a folha e ditarei a seguinte.
Entregar a folha para os alunos fazerem o registro, as palavras não devem ser soletradas e nem deverá fazer a intervenção na escrita, deixar que cada um escreva a sua maneira. Ninguém poderá falar em voz alta como escreve a palavra.
Depois faremos a análise junto com coordenação pedagógica.
Palavras que serão ditadas: caneta – apontador – queijo – galinha – churrasco – folha – prego – casa – coração – ombro – muquirana – deblaterar

CAPACIDADE: LER E COMPREENDER PALAVRAS COMPOSTAS POR SÍLABAS CANÔNICAS E NÃO-CANÔNICAS
Aula nº 7: Atividade: Marque os nomes dos animais que estão ilustrados.
Orientação á professora: Vocês vão receber uma folha com o desenho e o nome do desenho vamos fazer um de cada vez, vocês deverão ler antes de marcar todas as palavras que estão abaixo do desenho.

CAPACIDADE: FORMULAR HIPOTESES SOBRE O CONTEÚDO DE UM TEXTO
Aula nº 7: Atividade: Pelo título, localizar a informação que o cartaz traz.
Orientação à professora: Informar os alunos, vocês vão receber uma folha, eu vou ler o enunciado três vezes, mas vocês vão marcar a resposta, sem falar em voz alta.

JOGO SILÁBICO
ALUNO (A): ____________________________________DATA: ___________________

COL JA ÃO CA
TO GA

RÉ PI LE RA
TA PRA MA TU


Capacidade: Domina relações entre grafemas e fonemas

A PROFESSORA VAI DITAR A PALAVRA TRÊS VEZES E VOCÊ VAI ESCREVER DO SEU JEITO. APÓS ESCREVER AS PALAVRA , LEIA PARA VER SE ESTÁ FALTANDO ALGUMA LETRINHA.

1. _____________________________________________
2. _____________________________________________
3. _____________________________________________
4. _____________________________________________
5. _____________________________________________
6. _____________________________________________
7. _____________________________________________
8. _____________________________________________
9. _____________________________________________
10. _____________________________________________
11. _____________________________________________
12. _____________________________________________


Capacidade: Ler e compreender palavras compostas por sílabas canônicas e não-canônicas.

1. MARQUE OS NOMES DOS ANIMAIS

(____) anzol
(____) caracol
(____) caramujo
(____) carrapato
________________________________________________________________

(____) lesma
(____) pião
(____) leão
(____) leitão

________________________________________________________________

(____) japonês
(____) chaminé
(____) buscapé
(____) jacaré

________________________________________________________________

(____) prato
(____) jato
(____) gato
(____) pato


LEIA O CARTAZ.
(Cartaz vacina paralisia infantil 2010)

PELO TÍTULO, QUE INFORMAÇÕES VOCÊ ACHA QUE ESTE CARTAZ VAI NOS DAR:

(____) QUEM TOMAR A VACINA VAI FAZER UM GOL
(____) QUEM TOMAR A VACINA VAI GANHAR A COPA
(____) QUEM TOMAR A VACINA VAI FICAR COM SAÚDE
(____) QUEM TOMAR A VACINA VAI FICAR COM PARALISIA INFANTIL

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Uma lição de amor

FILME: UMA LIÇÃO DE AMOR

Fonte:
http://www.autismo-br.com.br/
Organização: Aparecida Barony Lage Costa

Pais de origem: EUA
Produtora: Marshall Herskovitz, Jessie Nelson, Richard Solomon, Edward Zwick
Diretor: Jessie Nelson
Ano de lançamento: 22 de Março de 2002
Duração: 132 minutos
Artistas principais: Sean Penn, Michelle Pfeiffer, Dakota Fanning, Dianne Wiest, Loretta De
Estilo: Drama
SINOPSE:
Sam (Sean Penn) é um homem com problemas mentais que tenta recuperar a guarda de Lucy (Dakota Fanning), sua filha de sete anos. A menina é intelectualmente superior ao pai e por isso ele perdeu a guarda da filha e os dois vivem separados. Uma advogada (Michelle Pfeiffer) acredita que Sam pode cuidar de sua filha e resolve defendê-lo, o que se torna um desafio para sua carreira e uma lição sobre a instituição familiar._O filme não trata do diagnóstico do Sam , mas este apresenta vários sintomas do autismo .
REFLEXÃO:
Se nos lembrarmos que na Antiguidade Clássica, particularmente entre os romanos, era comum o sacrifício de pessoas que apresentassem deficiências físicas ou mentais, podemos dizer que a sociedade evoluiu, aprimorou-se. Se, por outro lado, imaginarmos que há várias barreiras que ainda não foram transpostas, principalmente aquelas que dizem respeito à forma como os deficientes são encarados e tratados pelas outras pessoas, percebemos que ainda há muitas mudanças a serem implementadas.
O personagem Sam (interpretado de forma tocante por Sean Penn) vive dentro de condições que poderíamos considerar como adequadas no contexto atual, no que tange a uma pessoa deficiente que possui a idade mental equivalente a de uma criança de 7 anos de idade. Tem seu próprio apartamento, está empregado em uma lanchonete onde atua como garçom, recebe seus amigos para assistir vídeos clássicos e cuida de sua filhinha...
O filme nos coloca diante de uma situação singular, onde percebemos com clareza as impossibilidades de Sam e, ao mesmo tempo, vivenciamos através das imagens uma experiência única de paternidade, pautada numa relação carregada de emoção e presença, de participação e doação por parte do pai em relação à filha.

Será que para ser bom pai é preciso ter um desenvolvimento intelectual considerado "normal"?

O que faz a diferença entre a Sam e a sua advogada quanto à forma de educar seus filhos?

Existe fórmula prescrita para ser bom pai?

Uma lição de amor
Emoção a flor da pele

Sean Penn é um dos atores mais talentosos de sua geração. Não bastasse todo o talento que possui enquanto ator, Penn é uma das personalidades mais ativas e destacadas em termos de posicionamentos políticos que ousam desafiar a ordem estabelecida, opondo-se a direcionamentos e atitudes do governo americano e, colocando em risco suas economias para bancar projetos cinematográficos nos quais acredita.
"Uma lição de amor" vem comprovar a coerência de Penn, tanto por seu talento dramático (numa atuação que lhe valeu indicação ao Oscar) quanto por sua dedicação a causas justas, com as quais se identifica.
Se nos lembrarmos que na Antiguidade Clássica, particularmente entre os romanos, era comum o sacrifício de pessoas que apresentassem deficiências físicas ou mentais, podemos dizer que a sociedade evoluiu, aprimorou-se. Se, por outro lado, imaginarmos que há várias barreiras que ainda não foram transpostas, principalmente aquelas que dizem respeito à forma como os deficientes são encarados e tratados pelas outras pessoas, percebemos que ainda há muitas mudanças a serem implementadas.
O personagem Sam (interpretado de forma tocante por Sean Penn) vive dentro de condições que poderíamos considerar como adequadas no contexto atual, no que tange a uma pessoa deficiente que possui a idade mental equivalente a de uma criança de 7 anos de idade. Tem seu próprio apartamento, está empregado em uma lanchonete onde atua como garçom, recebe seus amigos para assistir vídeos clássicos e cuida de sua filhinha...
É justamente nesse ponto que as autoridades resolvem interferir, partindo do princípio de que Sam (Penn) seria incapaz de resolver os problemas e criar adequadamente a menina, especialmente a partir do momento em que ela ultrapassasse a capacidade mental do pai (o que ela estava prestes a fazer). A assistência social resolve tirar-lhe a guarda da criança e privar-lhe do direito de pleno exercício da paternidade respaldando-se na tese de que Sam é deficiente mental.
O filme nos coloca diante de uma situação singular, onde percebemos com clareza as impossibilidades de Sam e, ao mesmo tempo, vivenciamos através das imagens uma experiência única de paternidade, pautada numa relação carregada de emoção e presença, de participação e doação por parte do pai em relação à filha.
Some-se a tudo isso, a frieza do sistema judiciário norte-americano, onde a justiça despreza pormenores que podem ser decisivos para a solução de um caso traumático de separação entre pai e filha e temos uma idéia da trama do filme. Observem também que o contraponto da experiência vivida por Sam pode ser visto na figura de sua advogada de defesa, Rita Harrison (Michelle Pfeiffer), uma linda e bem sucedida profissional que mal tem tempo para ouvir o que seu filho tem a lhe dizer...
O filme

Sam Dawson (Sean Penn) ajeita nervosamente os saquinhos de adoçante e procura colocá-los em ordem. Todos têm que estar com o rótulo numa determinada direção e, com as palavras em posição que permita que sejam lidas. Essa sua disposição por ordem e arrumação não consegue fazer com que deixemos de perceber que Sam é uma pessoa que apresenta deficiências, visíveis a partir de seus tiques, de sua movimentação e de sua exasperação.
Em seu ambiente de trabalho conseguiu cativar aos colegas e, em sua vida particular, vive rodeado de amigos que, como ele, também apresentam dificuldades advindas de impossibilidades mentais.
Um acontecimento diferenciado, no entanto, marca a vida de Sam para sempre. Ao abrigar uma mulher sem-teto, acaba fazendo com que ela engravide. Cumprido o período de gestação, Sam sai do hospital acompanhado da mãe e com o bebê no colo. A mãe foge e abandona Sam e a recém-nascida. Inicia-se dessa forma uma relação totalmente diferenciada de paternidade.
Sam acolhe e cuida da criança com o auxílio de uma vizinha reclusa (vivida pela experiente Dianne Wiest). Alguns anos passam e a pequena Lucy Diamond Dawson (Dakota Fanning) se torna uma menina esperta e saudável, próxima de completar 7 anos de idade.
Quando a assistência social descobre que Sam (possuidor de idade mental equivalente a de uma criança de 7 anos) está criando a pequena Lucy, inicia-se uma luta judicial pelos direitos de criação e educação da menina. Lucy passa aos cuidados do juizado e, Sam tem que provar, com o auxílio de sua advogada Rita Harrison (Michelle Pfeiffer) que é plenamente capaz de amar e criar Lucy.
Prepare suas emoções! E não esqueça de deixar uma caixa de lenços do lado da poltrona...
Aos professores

1- Provoque a sensibilidade. Pergunte a eles como reagem quando em contato com pessoas que apresentam deficiências físicas ou mentais. Estimule-os a não agir movidos por um sentimento de piedade e, sim, a pensar essa relação como uma oportunidade de crescer, de auxiliar, de aprender e de desenvolver um sentimento verdadeiro de solidariedade. Os estudantes têm que entender que devem ajudar as pessoas deficientes a construir uma auto-estima positiva e de valorização pessoal e não de misericórdia e compaixão (lástima).
2- Há "uma lição de amor" no filme dada por Sam aos pais e mães que tanto se preocupam com a manutenção material de seus filhos e deixam de lado a afeição, a proximidade e a atenção que as crianças pedem, praticamente demandam e necessitam cotidianamente de seus pais. Temos prestado muito pouca atenção a isso e, as conseqüências futuras desse descaso podem ser percebidas e interpretadas a partir de atos de violência, apego às drogas, dificuldades de socialização, desinteresse pelos estudos e tantas outras situações. É preferível antecipar-se a problemas como esses a ter que remediá-los posteriormente!
3- Como o judiciário brasileiro reagiria diante de uma situação como essa? O filme pode servir como fio condutor de uma pesquisa de campo, com entrevistas a juízes, promotores e advogados ou ainda, consulta a códigos legais relativos a questão de família. Pode-se ainda questionar até que ponto nossos valores e orientações de base cristã católica nos levariam a agir de outra maneira no que se refere à situação apresentada no filme.
4- Traçar um paralelo entre os personagens de Sam (Sean Penn) e Rita Harrison (Michelle Pfeiffer) nos leva a pensar a respeito do caos que se instaura em nossas vidas em virtude do ritmo acelerado e do excesso de compromissos com os quais estamos envolvidos. Deixamos de lado nossa inocência e nossa meninice para assumirmos responsabilidades, em algum trecho desse caminho acabamos perdendo o rumo e deixamos de sorrir, de nos sensibilizar, de amar com intensidade, de nos divertir...
Obs.: A trilha sonora do filme é recheada de sucessos inesquecíveis dos Beatles, que serviram de inspiração para a vida do personagem Sam e o estimularam a dar o nome Lucy Diamond a sua filha (título de uma das mais famosas canções do mais conhecido grupo de rock de todos os tempos, "Lucy in the Sky with Diamonds", que serviria de mensagem cifrada para LSD, ou seja, ácido lisérgico, droga das mais pesadas, utilizada com certa freqüência durante os anos 1960 e 1970).
Ficha Técnica
Uma lição de amor
(I am Sam)
País/Ano de produção:- EUA, 2001
Duração/Gênero:- 133 min., Drama
Disponível em VHS e DVD
Direção de Jessie Nelson
Roteiro de Jessie Nelson e Kristine Johnson
Elenco:- Sean Penn, Michelle Pfeiffer, Dianne Wiest,
Laura Dern, Dakota Fanning, Joseph Rosenberg, Brad Silverman.

sábado, 21 de novembro de 2009

O CASAMENTO DA BRUXA ONILDA

Proposta para trabalhar o Hallowen
Aproveitando os estudos sobre Hallowen, bruxas e outros textos este foi escolhido para ser interpretado por alunos do 2o ano do 1o ciclo da E. M. Monteiro Lobato, João Monlevade. Quando o lobisomen entrou utilizei o início da música Triller de Michael Jackson e na hora do casamento tocou mais um pouquinho, para encerrar as crianças dançaram ao som da música Bruxinha Bonitinha do Balão Mágico.
Foi um sucesso!

O CASAMENTO DA BRUXA ONILDA


Quando jovem, eu era uma mulher lindíssima. Andava sempre muito elegante e, por isso, tinha muitos pretendentes.
Um dia, varrendo a casa pra cá e pra lá, achei uma moeda de ouro.
Primeiro, pensei em vendê-la e depositar o dinheiro na Caderneta de Poupança, mas logo desisti. Achei melhor comprar alguma coisa que me deixasse ficar mais bonita. Eu era tão convencida!
E foi o que fiz. Comprei um grande laço azul da cor do céu e o amarrei na ponta do chapéu.
Resolvi fazer uma faxina geral na casa para deixá-la brilhando como eu. Comecei pelos vidros da porta da frente para que todos pudessem ver como eu estava bonita. Estava quase terminando, quando apareceu um esqueleto – vocês sabem que nós, as bruxas, temos umas amizades meio esquisitas... só de me ver, ficou apaixonado e fez uma declaração de amor. Disse que era bom partido, que comia pouco e que estava louco por meus ossos. Só impôs uma condição: que não tivéssemos cachorro em casa, pois de cachorro ele morria de medo!
Nem dei bola pra ele! Sei lá!... Era magro demais e, além disso, não gosto de carecas.
Mais tarde, quando passava o aspirador de pó nos tapetes, apareceu um fantasma, que também estava apaixonado por mim e se declarou dizendo: UUUUHH! Mas o coitado não teve sorte: o aspirador engoliu o lençol dele. E ele, tímido como era, ficou vermelho de vergonha e desapareceu dizendo: UUUHH!
Estava no jardim varrendo as folhas secas, quando, por detrás das árvores iluminadas pelo luar, apareceu um lobisomem. Ele também queria casar comigo, mas eu disse não. Sabem por quê? Lobisomem só aparece em noites de lua cheia e, desse jeito, a gente só iria se ver uma vez por mês.
Finalmente, quando estava estendendo a roupa lavada no varal, ouvi alguém assobiar para mim, cheio de admiração. Era um jovem muuuiiito interessante, que vinha com uma flor na mão. Disse que se chamava Bruxo Pedrusco Pardusco e que, só de me ver, tinha ficado perdidamente apaixonado e queria casar o quanto antes. Aí, não resisti e disse sim.

E. Larreula e R. Capdevila. O casamento da Bruxa Onilda. Editora Scipione, São Paulo

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

A arte de fomar-se

Palestrante: João Collares
Organização: Aparecida Barony Lage Costa
Algumas máximas que considero relevantes apresentados nesta palestra no I Congresso Internacional na cidade de João Monlevade (MG)
"Todo mundo tem arte no corpo, na roupa, no alimento, no designer do carro..."
"Cada um de nós dá o que tem".
"Nada na vida acontece por acaso, mas por uma causa".
Como gerenciar o seu programa, passado foi ontem, se alguém te magoou - perdoe, o futuro não aconteceu, não existe, e o presente é o agora.
"Não precisa ser Natal. Todos os dias Deus nos dá de presente A VIDA, agradeça pelos olhos que vêem, por sua sanidade mental, pela audição, pelo tato, os presentes materiais gastam com o tempo, o que Deus nos oferece é para sempre".
"Deus nos deu uma missão: lapidar vidas humanas"
Educação é feita de:
objetivos
conteúdos
estratégias
avaliação
"Muitas vezes queimamos porque não ficamos calados, calar é sinal de inteligência".

Para saber mais: João Colares

domingo, 11 de outubro de 2009

Parte 2 - Caderno 2 Ceale

Os quadros estão em powerpoint - envie um email para cidabarony@gmail.com que enviarei a vc.

domingo, 27 de setembro de 2009

CADERNO 2 – 1ª PARTE
Organização: Aparecida Barony Lage Costa
Pedagoga – Escola M. Monteiro Lobato – João Monlevade

ALFABETIZANDO - Orientações para a organização do ciclo inicial de alfabetização - Ensino Fundamental de Nove Anos

OBJETIVOS DESTE CADERNO:
 Definir e sistematizar capacidades lingüísticas relevantes a serem atingidas pelas crianças ao longo do Ciclo Inicial de Alfabetização, no contexto de um Ensino Fundamental de Nove Anos, proposto para o Estado de Minas Gerais.
 Oferecer à reflexão e discussão do professor alfabetizador uma indicação daquilo que cada criança precisa ser capaz de realizar, progressivamente, nos diferentes períodos desse Ciclo.

AS CAPACIDADES DELINEADAS NESTE CADERNO SÃO O EIXO CONDUTOR PARA:
 Caderno 3 - “Preparando a Escola”
 Caderno 4 - “Acompanhando e Avaliando”

O FOCO DESTA PROPOSTA:
A apropriação, pelo aluno do Ciclo Inicial de Alfabetização, do sistema alfabético e de capacidades necessárias:
 à leitura e à produção de textos escritos;
 à compreensão e produção de textos orais, em situações de uso público da língua.
O desenvolvimento das capacidades lingüísticas de ler e escrever, falar e ouvir, com compreensão, em situações diferentes das familiares não acontece espontaneamente, portanto, elas precisam ser ensinadas.

ESTA PROPOSTA BUSCA:
Possibilitar ao professor uma visualização mais clara dos objetivos de seu trabalho em sala de aula e das metas que deve procurar atingir.
O aprendizado e a progressão da criança dependem do:
 DO processo por ela desenvolvido,
 do patamar em que ela se encontra,
 das possibilidades que o ambiente escolar lhe propiciar.

ESTA PROPOSTA VALORIZA:
Os critérios capazes de sinalizar progressivos avanços no processo de alfabetização. As capacidades apontadas não constituem etapas a serem observadas numa cadeia linear. Elas são simultâneas e exercem influência umas sobre as outras.
A descrição de capacidades “observáveis” auxilia o professor a definir o que deverá ser:
 introduzido, levando o aluno a se familiarizar com conteúdos e conhecimentos (I);
 trabalhado sistematicamente (T);
 consolidado e sedimentado (C);
 retomado, quando necessário (R).

CONCEPÇÃO DE LÍNGUA ADOTADA:
A língua é um sistema discursivo, que tem origem na interlocução e se organiza para funcionar na interlocução (inter+locução = ação lingüística entre sujeitos). Por isso, o trabalho em sala de aula deve se organizar em torno do uso e privilegiar a reflexão dos alunos sobre as diferentes possibilidades de emprego da língua, nas práticas de leitura e escrita, fala e escuta.

CONCEPÇÕES DE ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO:
Alfabetização é o processo específico e indispensável de apropriação do sistema de escrita, a conquista dos princípios alfabético e ortográfico, que possibilita ao aluno ler e escrever com autonomia
Letramento é o processo de inserção na cultura escrita, que tem início quando a criança começa a conviver com as diferentes manifestações da escrita na sociedade e se amplia por toda a vida, com a participação nas práticas sociais que envolvem a língua escrita.

DE ACORDO COM ESTE CADERNO ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO:
**são processos diferentes (cada um com suas especificidades),
**são complementares e inseparáveis, são ambos indispensáveis

DESAFIO:
Conciliar esses dois processos, assegurando aos alunos a apropriação do sistema alfabético-ortográfico e a plena condição de uso da língua nas práticas sociais de leitura e escrita.

OS EIXOS DESTA PROPOSTA:
 compreensão e valorização da cultura escrita;
 apropriação do sistema de escrita;
 leitura;
 produção de textos escritos;
 desenvolvimento da oralidade.

A 2ª PARTE DESTE CADERNO APRESENTA:
quadros (distribuição das capacidades nos 3 anos do Ciclo: gradação dos tons de cinza + Introduzir ou Retomar; Trabalhar; Consolidar);
verbetes (descrição da capacidade, explicação de sua importância e exemplos de atividades);
boxes (remissões e comentários).

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Plano de Aula - Fábula O Pastorzinho e o Lobo

PLANO DE AULA DE ACORDO COM MATRIZ SAEB 2001
ELABORAÇÃO: APARECIDA BARONY LAGE COSTA

DATA: 08/9/09

FÁBULA: O PASTORZINHO E O LOBO

OBJETIVOS:
• Retomar e aprofundar o trabalho com o gênero textual fábula.
• Favorecer a reescrita de um texto conhecido.
• Retomar e aprofundar o trabalho com uso do dicionário

1º MOMENTO:
Formar 5 círculos com grupos de 4 alunos.
Apresentar aos alunos, em uma faixa, o nome da fábula: O Pastorzinho e o Lobo
A partir do título, fazer uma sondagem:
• o que faz um pastor;
• onde poderá acontecer esta história;
• quem serão as personagens;
• o que irá acontecer na história;
• qual será o final da história para o Pastorzinho;
• qual será o final para o Lobo;
• qual o gênero textual que estaremos trabalhando;
• Quais as outras fábulas conhecem e já estudamos;
• Quais as características de uma fábula.

2º MOMENTO:
Apresentar a leitura em xerox , para leitura individual e silenciosa.

3º MOMENTO:
Leitura pelo professor.

4º MOMENTO:
Solicitar que alguns alunos façam a leitura, acompanhando os demais.

5º MOMENTO:
Realização da atividade de escrita, conforme Xerox.

6º MOMENTO:
Preparar para reconto e reescrita na 6ª feira.









Lá para aqueles lados, na ilha de Samos, na Grécia, havia um menino chamado Pedro. Sua tarefa diária era levar a ovelhada para pastar e, à noitinha, recolher e guiar o re anho para o morro. Ali, o menino juntava-se a outros pastores e descansavam.
Dia após dia... tudo se repetia. As ovelhas, o cão, os pastores. Tudo igual, tudo igual. Que monotonia!
Num certo dia, o menino repentinamente gritou:
____ Looooooobo! Loooooooooobo!
Todos largaram seus afazeres e armados de paus correram em direção aos gritos do menino. O cão que guardava as ovelhas num sobressalto agitou-se e rosnou. As ovelhas baliram desesperadamente.
Os homens perguntaram ao menino:
___ Onde está ele? É feroz? Está faminto?
Pedro, perspicaz, respondeu:
___ Era muito grande, enorme! Amarelo-amarronzado! Eu o despistei! Eu o afugentei!
Todos, muito agradecidos, saudaram o pastorzinho.
Mas no dia seguinte... As nuvens continuavam passeando calmamente, as ovelhas mastigando, o cachorro ressonando ao sol, as poucas pessoas do vilarejo caminhando lentamente de cá para lá, de lá para cá...
____ Looooooobo! ___ o menino gritou bem alto.
A ovelhada baliu, o ovelheiro latiu, o povo todo subiu o morro, munido de pedaços de paus.
____ Cadê ele? Cadê? ____ Olharam ao redor e nada viram. Homens e mulheres voltaram aos seus afazeres, desconfiados e pensativos.
Após alguns dias, o menino resolveu divertir-se novamente. Gritou com todas as letras e bem mais alto:
____ Loooooooooooooooooooobo! Loooooooooooobo!
As ovelhas continuaram mastigando, as nuvens passeando calmamente, o cão ressonou em sonhos tranqüilos. Ninguém se moveu.
De repente, com um movimento brusco, o cachorro rosnou, seus pelos arrepiaram-se e as orelhas ficaram em pé. As ovelhas, amedrontadas, agitaram-se e tentaram se agrupar.
O menino viu um grande e ameaçador lobo amarelo-amarronzado. O lobo se aproximou, chegou mais perto, mais perto e o menino gritando:
____ Lobo! Lobo! Socorro! Lo...
Nada aconteceu. Ninguém apareceu. O menino correu para cima de uma árvore, o cachorro fugiu e as ovelhas... as ovelhas viraram alimento de lobo.
No dia seguinte, não havia ovelha para contar a história, só o menino que lá de cima da árvore soluçava:
___ Nunca mais vou gritar lobo! Nunca mais!

Texto recontado pelas autoras, a partir de Esopo.

I – PROCEDIMENTOS DE LEITURA
Descritor: Localizar informações explícitas em um texto.
1. Releia o primeiro parágrafo do texto e responda:
a) Que personagem é apresentada?

b) O que faz essa personagem?

c) Onde se passa a história?

Descritor: Inferir o sentido de uma palavra ou expressão.
2. Releia o segundo parágrafo.

“Dia após dia... tudo se repetia. As ovelhas, o cão, os pastores.
Tudo igual, tudo igual. Que monotonia!”

Que expressões desse trecho combinam com o significado da palavra monotonia?
(___) tudo se transformava
(___) todo dia uma surpresa
(___) cada uma fazia uma coisa
(___) tudo se repetia

Descritor: Inferir uma informação implícita em um texto.
“Todos largaram seus afazeres e armados de paus correram em direção aos gritos do menino.”
A palavra “afazeres” quer dizer:
(___) alimento
(___) trabalho
(___) brincadeira
(___) tipo de agrado

Descritor: Identificar o tema de um texto.
Este texto fala sobre:
(___) um lobo que gostava de caçar ovelhas
(___) um pastor que mentiu para brincar com os outros
(___) uma ovelha que correu do lobo
(___) um pastor que não gostava de ovelhas

II – IMPLICAÇÕES DO SUPORTE, GÊNERO E/OU ENUNCIADOR NA COMPREENSÃO DO TEXTO.
Descritor: Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros.
O texto “O pastorzinho e o lobo” procura ensinar que:
(___) Os pastores cuidam bem das ovelhas e as deixam pelos campos
(___) As ovelhas têm medo de pastor
(___) As pessoas que têm o hábito de mentir ficam desacreditadas
(___) O lobo é amigo do pastor

III – COERÊNCIA E COESÃO NO PROCESSAMENTO DO TEXTO
Descritor: Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa.
No texto, acontece um fato novo que quebra a monotonia.
a) Que fato foi esse?

Descritor: Estabelecer relação causa/conseqüência entre partes e elementos do texto.
b) A partir desse fato, qual foi a reação:
• das ovelhas?

• Do cachorro?

• Das pessoas do vilarejo?

Descritor: Inferir uma informação implícita em um texto.
Vamos relembrar a reação das pessoas da aldeia quando o pastorzinho gritou lobo pela segunda vez.
“Cadê ele? Cadê? ___ Olharam ao redor e nada viram. Homens e mulheres voltaram aos seus afazeres, desconfiados e pensativos”.
Agora responda: Por que homens e mulheres ficaram desconfiados e pensativos?

IV – RELAÇÕES ENTRE RECURSOS EXPRESSIVOS E FEITOS DE SENTIDO.
Descritor: Identificar o efeito de sentido decorrente do uso da pontuação e de outras notações.

No final da história, o menino resolveu divertir-se novamente e “gritou com todas as letras e bem mais alto: ___ Loooooooooobo! Looooooooooooobo!”
A repetição da letra “o” foi usada nesse texto para indicar:
(___) lobo escreve com “o”
(___) a fala do personagem
(___) que o pastor estava gritando para todos ouvirem
(___) a emoção do pastor

Das morais abaixo, marque aquela que mais A fábula O pastorzinho e o lobo apresenta:
(___) Não faça para os outros aquilo que você não quer que lhe façam.
(___) Devagar se vai ao longe.
(___) Quem tudo quer, tudo perde.
(___) Ninguém acredita em um mentiroso, mesmo quando ele diz a verdade.